Ainda do tempo e sempre às voltas com o tempo. Um dos nossos bens mais preciosos. Passa por mim tão rapidamente que nem dou por ele.
De repente cheguei às 34 semanas e ainda no outro dia tinha um bebucas tão pequenino que nem se via. Estou gigante. Mas sinto-me maravilhosamente bem e feliz. E linda. E sensual. E bonita. E brilhante. E tudo de bom. A sério. à excepção dos pés, pois comecei a sofrer de elefantíase nos últimos três dias.
Claro que ao final do dia me apetece deitar mesmo na entrada do prédio e, se pudesse, dormiria mesmo ali, na casa do vizinho do r/c. Mas por todos os motivos; porque não teria de subir as escadas, mas também porque não teria de arrumar a casa, preparar 500 lanches, e, aquilo que mais odeio, ter de cozinhar todos os dias. Até parece que eu não gosto de comer... mas abrrece-me mesmo muito ter de cozinhar todos os dias. E a chatice que é ter de inventar pratos diferentes?
Mas pronto. O cansaço tem sido de tal ordem que me atiro para a cama, lá para as 22h e ferro a dormir sem que haja amanhã. Não acordo nem que o prédio caía e só acordo, a custo, no dia a seguir quando o filho quase grande (ó tempo volta atrás) me dá com o despertador na cabeça - figura de estilo - pois a criança é meiga e acorda-me sempre com beijos.
Não acordo durante a noite agora. O que tem sido maravilhoso.
Mas de manhã recomeça tudo de novo e voltamos ao dia a dia de sempre. Muito trabalho, correr para todo o lado, finais do dia caóticos, com filhos a correr de actividade em actividade - ou pais a distribuí-los - e eu a andar que nem uma moira a pé. O que a minha amada obstetra adora.
Já vos disse que tenho a melhor obstetra do mundo? Tenho. E quase nem se zanga muito comigo por eu estar gorda. Embora só tenha engordado 6,200 k (consegues perceber isso meu querido marido?) neste metro e meio de gente já me faz ficar cansada. E atenção - repete-se o recado ao marido - estou grávida de praticamente 8 meses.
Mas embora gorda eu continuo a sentir-me maravilhosa.
E os meus filhos fazem-me sentir tão linda, todos os dias.
E o Gerocas diz-me todos os dias - quando me vai dar um beijo repenicado no alto da barriga- vou ter tantas saudades de te ver assim, linda.
E o Ivocas diz-me que tenho a barriga mais linda do mundo - é óbvio que ele nunca viu aquelas grávidas maravilhosas sem estrias.
A minha mãe hoje disse-me que já tenho a cara inchada. Mas eu acho-me linda. E vou ter tantas saudades disto.
Hoje (escrevi isto na semana passada) tivemos a consulta. Tirando o excesso de açucar na prova da glicémia, tudo a andar. Vamos voltar a repetir a prova do açucar - já estou com górmitos - amanhã e fazer figas para que tenha sido um pico açucarado naquele dia para não termos de ir à consulta da diabetes gestacional.
(Foi um pico glicémico e tudo está bem)
As recomendações são descansar ao final do dia, por causa das contracções. Andar muito a pé. E ser feliz.
O Gerocas anda bem. Feliz. Muito feliz. E lindo. Muito lindo. resmungão, mas a chegar à adolesceência, denunciado por umas borbulhas que chegaram assim de repente.
O futebol este ano não tem sido maravilhoso. mas ele sabe lidar bem com isso, graças a Deus.
O Ivocas anda um bocadinho bebézão. Acho que é a chegada latente do irmão pequeno que o faz ter aquele comportamento; falamos de novo à bebé, e queremos dormir todos os dias com o pai e com a mãe. mas sabíamos que esta fase acabaria por chegar.
Não soube lidar completamente bem com o 2º lugar nos regionais de kick. E estou com algum receio do campeonato de portugal no dia 25 de Abril.
(Ficou em 2º lugar e só perdeu no último combate - combateu três vezes - foi o único atleta do VFC a fazê-lo).
Mais ainda dos nacionais, à véspera de parir!!!
Adenda I - O meu filho não levou, deu mais do que comeu, mas os 3 árbitros deviam ser pescaretas, pois não contabilizaram os dois pontapés na cabeça que deu ao adversário, e que deveriam ter valido 2 pontos cada. (Falava dos regionais).
Adenda II - Quanto ao campeonato, o rapaz portou-se à altura, perdeu, naturalmente, com um atleta muito superior a ele, dois cinturões acima, com mais um palmo de altura e provavelmente, dois anos de idade. Mas atirou-se sempre para a frente e, para mim, bem como para os colegas, foi um super campeão. (ai, a baba...).
Cheguei às 34 semanas. Começo a estar exausta por causa do calor, sem paciência, à beira de começar as obras da cozinha e apavorada de parir a criança no meio da algazarra que está o meu doce lar. Mas feliz. Muito feliz.
Setúbal, 29 de Abril de 2010
Vamos conversar... conversar muito até as palavras nos faltarem, até o dia nascer e a tua memória se desvanecer do meu corpo e da minha lembrança.
21 abril 2010
25 março 2010
Telegrama dos sete meses
Este blogue tornou-se um babyblogue… mas não dá para mais. A minha cabeça está demasiado feliz para chorar e arrancar as penas do meu coração e de fazer chorar as pedras da calçada e sabem que mais? Estou muito mais feliz assim.
Não consigo escrever, definitivamente.
Nalguns dias, em que arrufos pairam pelo ar, o meu coração volta a ficar destroçado por alguns segundos, mas leva tão pouco tempo até alguém o consertar, que não me dá tempo para me chegar ao pé de um teclado e fazer de conta que espremo as mágoas.
Não escrevo mas estou feliz e agora?
Dos filhos:
Filho quase grande – por vezes a pré – adolescência abate-se sobre ele e responde-me, abro-lhe uns olhos gigantes (mais desconcertados que maléficos) e fica-lhe – por enquanto – a pesar o coração e a alma, o espírito e a consciência por me falar assim, sobranceiro, como se já fosse um homem com mais 3 palmos que eu (o que não é difícil, eu sei). Ao fim de 5 minutos ou de um duche vem ter comigo, com um olhar de cachorro abandonado à beira de uma estrada e pede desculpa: “Não te devia ter falado assim, desculpas-me? Eu prometo que vou tentar não o voltar a fazer”. Embora o espaço entre estas respostas cheias de testosterona e parvoíce adolescente esteja a encurtar velozmente, eu até acho que não me posso queixar. Continua a ajudar muito em casa, uns dias mais que outros, claro, que não tenho um santo em casa. Aquilo é uma casa, não é um altar… Por isso, até acho que não estou mal servida de filho mais velho. Podia ser bem pior, por aquilo que oiço e por aquilo que vejo.
Já não lhe posso dar beijos repenicados à porta da escola e no ATL, então, nem pensar. Se levar um beijo, leve e suave como uma pena na bochecha já vou com sorte. Discrição é palavra de ordem!
Farta-se de refilar com o irmão; é por causa da roupa dele que o irmão veste, é porque o irmão arruma menos que ele, é porque o irmão não faz logo o que ele manda, é porque o irmão quer ver os simpsons, quando ele quer ver a bola. Mas, embora refilem como cão e gato, no fim até se dão bem e protegem-se um ao outro. MUITO.
Do filho quase do meio – que tem a mania que será pequeno para sempre – terá o síndrome do Peter Pan?, tudo igual. A criança recusa-se a crescer. Fala ao desbarato e se as palavras dele fossem dinheiro estávamos tão ricos, mas tão ricos, que o dinheiro do mundo não chegaria para ser nosso. Mas não é dinheiro. O que se por um lado não é nada mau – por outro trocaria algumas palavritas por umas notas de 100,00€… A criança não se cala. O que é giro, para quem andou tantos anos na terapia da fala a aprender a articular as palavras e a ter ajuda para construir frases com sentido, hoje desgasta toda a gente às 10h30 de um sábado (atendendo a que está levantado desde as 9h00, alguém consegue perceber o meu desespero?). Literalmente o silêncio não faz parte do seu dia-a-dia. Fala tanto e tão desmesuradamente, que por vezes temos de desligar e abanar a cabeça, fazendo hum hum, como se o ouvíssemos realmente, mas já não estamos ali, estamos num paraíso longínquo, a ouvir o mar a bater e as nuvens a pairar sobre as nossas cabeças. Mas ele ainda assim não desiste. Mas é também um amor. Faz declarações de amor maravilhosas. Manda-nos mensagens (a mim e ao Pai) a dizer que nos adora, que ama, bla, bla, bla, bla. E fá-lo na nossa presença também. E conta tudo o que se passa na escola, no ATL, no caminho, no wc, no refeitório, etc. Sei tudo sobre a vida da funcionária da escola, da professora, da cozinheira e da monitora. E vice-versa. Tem todos os dias aventuras para contar. É um contador inato de estórias e parece que tem um monte de peles penduradas algures em casa, pois pelo que conta quase todos os dias anda à pancada na escola. Deve ser mau como às cobras, mas só ele é que o diz. Mais ninguém se queixa. O Pai fica preocupado se aquela imaginação não lhe fará mal, se algum dia apanha e é obrigado a deixar de pensar que é o super herói e fica a pensar ao contrário. Calado e abismado. Mas ele achar, na imaginação dele, que é o Golias e que ajuda todos os colegas da escola também não é mau de todo! Segundo ele, também namora muito...
Temos um combate mesmo na véspera do irmão nascer – portanto, pressupõe-se que às vésperas de me despedir da barriguinha, andarei a ver um monte de marmanjões a levar – ou a dar – pancadaria uns nos outros.
Será que o meu dá ou leva?
Do Pai: Continua a (tentar) fazer-me serenatas. Ainda não chegou lá, mas a esperança ainda não se (nos) desvaneceu por completo. Claro que já não fico ao lado dele durante os exercícios - repetitivos - que faz até à exaustão. Enlouquecem-me e irritam-me. Mas quando toca uma música do início ao fim já é um encanto. Especialmente se tiver o filho quase grande a cantar com ele.
Está quase a completar o seu 44º aniversário. Não sabe se quer um home cinema, um dvd simples, um telemóvel, ou camisas, ou calças, e já mudou de ideias umas 500 vezes. Já escolheu o que quer e já alterou o nosso presente sei lá quantas vezes. Tem um telemóvel pré-histórico que deixa de funcionar de forma mágica – e que nos desliga as chamadas – mas como ele funciona, de vez em quando, dois dias seguidos sem alterar o écran ou sem desligar 10 chamadas seguidas, ele acha que vai durar mais 10 anos (ah, ah, ah, ah). Já não posso com os panfletos, páginas retiradas da net, e livros de pontos e revistas de telemóveis.
Mas se não fosse assim, não seria ele, não é verdade?
Do filho mais pequeno; Bebucas: andas tão, mas tão sossegado que por vezes nos deixas preocupados. Quase não mexes, não sei se ficas assustado com a loucura que reina cá fora, com a confusão que os manos (os pais não...) fazem, se és apenas um bebé sossegado. Prefiro que mexas muito, agora. Cá fora logo tenho tempo para choramingar e pedir por um bebé calmo. E arrepender-me por estas palavras.
Penso que tudo esteja bem. De vez em quando dá sinal de si. Já quase temos o berço. E daqui a mais ou menos 9 semanas estaremos à tua espera de braços abertos.
Daqui a uma semana deveríamos ir fazer uma consulta e uma ecografia, mas o espectro da greve faz-me pensar que ficará para uma outra altura…
Senhores Enfermeiros; não querem mudar a vossa greve para outro dia, que me empate menos? É que nós queremos ver o Bernardo, ouvir o Bernardo, saber quanto pesa o Bernardo e tenho alguma curiosidade em saber quanto aumentou de peso a mãe do Bernardo. Além de que é o único dia em que ambos os irmãos poderão partilhar da visão do Bernardo presencialmente, sem faltarem à escola...
As malas estão prontas, faltam as gotas para as cólicas, o berço montado e uns chinelos para a Mãe.
A depilação e arranjar as unhas, se calhar, é melhor deixar para mais perto da hora H, porque talvez seja mesmo um pouco cedo…
De mim: Estou cansada. Olhei-me ao espelho e apercebi-me que afinal estou a ficar cheia de cabelos brancos (o quê?) e com rugas na testa e à volta dos olhos. O creme na cara - que eu não ponho (não punha) – está a fazer falta. Mesmo muita falta. Percebi que afinal já são 36 e que eles ao passar, foram fazendo estragos. Decido que tenho de ter tempo para me voltar a pintar (ou pôr betume na cara – como dirá o meu carinhoso marido) pôr brincos e colares, usar relógio e pulseiras, como fiz até à poucos anos. Mas juro que as boas intenções, de enormes, passam a minhocas tão, mas tão minúsculas, que nem sequer as vejo no meio da falta de tempo, entre os milhares de outras coisas por fazer e principalmente com a preguicite que se abate sobre mim; Bezerrar, jiboiar são verbos que se adaptam perfeitamente a mim no início e ao final do dia.
Mas continuo a subir e descer, a chamar nomes aos árbitros, a gritar pelés, a passar a ferro, a arrumar a casa, a lavar as casas de banho e a pôr a máquina a lavar e a secar. (Mas devo admitir que é só porque ninguém o vai lá fazer por mim - alguém se chega à frente?). Mas já me sinto um pouquinho mais cansada.
Não consigo escrever, definitivamente.
Nalguns dias, em que arrufos pairam pelo ar, o meu coração volta a ficar destroçado por alguns segundos, mas leva tão pouco tempo até alguém o consertar, que não me dá tempo para me chegar ao pé de um teclado e fazer de conta que espremo as mágoas.
Não escrevo mas estou feliz e agora?
Dos filhos:
Filho quase grande – por vezes a pré – adolescência abate-se sobre ele e responde-me, abro-lhe uns olhos gigantes (mais desconcertados que maléficos) e fica-lhe – por enquanto – a pesar o coração e a alma, o espírito e a consciência por me falar assim, sobranceiro, como se já fosse um homem com mais 3 palmos que eu (o que não é difícil, eu sei). Ao fim de 5 minutos ou de um duche vem ter comigo, com um olhar de cachorro abandonado à beira de uma estrada e pede desculpa: “Não te devia ter falado assim, desculpas-me? Eu prometo que vou tentar não o voltar a fazer”. Embora o espaço entre estas respostas cheias de testosterona e parvoíce adolescente esteja a encurtar velozmente, eu até acho que não me posso queixar. Continua a ajudar muito em casa, uns dias mais que outros, claro, que não tenho um santo em casa. Aquilo é uma casa, não é um altar… Por isso, até acho que não estou mal servida de filho mais velho. Podia ser bem pior, por aquilo que oiço e por aquilo que vejo.
Já não lhe posso dar beijos repenicados à porta da escola e no ATL, então, nem pensar. Se levar um beijo, leve e suave como uma pena na bochecha já vou com sorte. Discrição é palavra de ordem!
Farta-se de refilar com o irmão; é por causa da roupa dele que o irmão veste, é porque o irmão arruma menos que ele, é porque o irmão não faz logo o que ele manda, é porque o irmão quer ver os simpsons, quando ele quer ver a bola. Mas, embora refilem como cão e gato, no fim até se dão bem e protegem-se um ao outro. MUITO.
Do filho quase do meio – que tem a mania que será pequeno para sempre – terá o síndrome do Peter Pan?, tudo igual. A criança recusa-se a crescer. Fala ao desbarato e se as palavras dele fossem dinheiro estávamos tão ricos, mas tão ricos, que o dinheiro do mundo não chegaria para ser nosso. Mas não é dinheiro. O que se por um lado não é nada mau – por outro trocaria algumas palavritas por umas notas de 100,00€… A criança não se cala. O que é giro, para quem andou tantos anos na terapia da fala a aprender a articular as palavras e a ter ajuda para construir frases com sentido, hoje desgasta toda a gente às 10h30 de um sábado (atendendo a que está levantado desde as 9h00, alguém consegue perceber o meu desespero?). Literalmente o silêncio não faz parte do seu dia-a-dia. Fala tanto e tão desmesuradamente, que por vezes temos de desligar e abanar a cabeça, fazendo hum hum, como se o ouvíssemos realmente, mas já não estamos ali, estamos num paraíso longínquo, a ouvir o mar a bater e as nuvens a pairar sobre as nossas cabeças. Mas ele ainda assim não desiste. Mas é também um amor. Faz declarações de amor maravilhosas. Manda-nos mensagens (a mim e ao Pai) a dizer que nos adora, que ama, bla, bla, bla, bla. E fá-lo na nossa presença também. E conta tudo o que se passa na escola, no ATL, no caminho, no wc, no refeitório, etc. Sei tudo sobre a vida da funcionária da escola, da professora, da cozinheira e da monitora. E vice-versa. Tem todos os dias aventuras para contar. É um contador inato de estórias e parece que tem um monte de peles penduradas algures em casa, pois pelo que conta quase todos os dias anda à pancada na escola. Deve ser mau como às cobras, mas só ele é que o diz. Mais ninguém se queixa. O Pai fica preocupado se aquela imaginação não lhe fará mal, se algum dia apanha e é obrigado a deixar de pensar que é o super herói e fica a pensar ao contrário. Calado e abismado. Mas ele achar, na imaginação dele, que é o Golias e que ajuda todos os colegas da escola também não é mau de todo! Segundo ele, também namora muito...
Temos um combate mesmo na véspera do irmão nascer – portanto, pressupõe-se que às vésperas de me despedir da barriguinha, andarei a ver um monte de marmanjões a levar – ou a dar – pancadaria uns nos outros.
Será que o meu dá ou leva?
Do Pai: Continua a (tentar) fazer-me serenatas. Ainda não chegou lá, mas a esperança ainda não se (nos) desvaneceu por completo. Claro que já não fico ao lado dele durante os exercícios - repetitivos - que faz até à exaustão. Enlouquecem-me e irritam-me. Mas quando toca uma música do início ao fim já é um encanto. Especialmente se tiver o filho quase grande a cantar com ele.
Está quase a completar o seu 44º aniversário. Não sabe se quer um home cinema, um dvd simples, um telemóvel, ou camisas, ou calças, e já mudou de ideias umas 500 vezes. Já escolheu o que quer e já alterou o nosso presente sei lá quantas vezes. Tem um telemóvel pré-histórico que deixa de funcionar de forma mágica – e que nos desliga as chamadas – mas como ele funciona, de vez em quando, dois dias seguidos sem alterar o écran ou sem desligar 10 chamadas seguidas, ele acha que vai durar mais 10 anos (ah, ah, ah, ah). Já não posso com os panfletos, páginas retiradas da net, e livros de pontos e revistas de telemóveis.
Mas se não fosse assim, não seria ele, não é verdade?
Do filho mais pequeno; Bebucas: andas tão, mas tão sossegado que por vezes nos deixas preocupados. Quase não mexes, não sei se ficas assustado com a loucura que reina cá fora, com a confusão que os manos (os pais não...) fazem, se és apenas um bebé sossegado. Prefiro que mexas muito, agora. Cá fora logo tenho tempo para choramingar e pedir por um bebé calmo. E arrepender-me por estas palavras.
Penso que tudo esteja bem. De vez em quando dá sinal de si. Já quase temos o berço. E daqui a mais ou menos 9 semanas estaremos à tua espera de braços abertos.
Daqui a uma semana deveríamos ir fazer uma consulta e uma ecografia, mas o espectro da greve faz-me pensar que ficará para uma outra altura…
Senhores Enfermeiros; não querem mudar a vossa greve para outro dia, que me empate menos? É que nós queremos ver o Bernardo, ouvir o Bernardo, saber quanto pesa o Bernardo e tenho alguma curiosidade em saber quanto aumentou de peso a mãe do Bernardo. Além de que é o único dia em que ambos os irmãos poderão partilhar da visão do Bernardo presencialmente, sem faltarem à escola...
As malas estão prontas, faltam as gotas para as cólicas, o berço montado e uns chinelos para a Mãe.
A depilação e arranjar as unhas, se calhar, é melhor deixar para mais perto da hora H, porque talvez seja mesmo um pouco cedo…
De mim: Estou cansada. Olhei-me ao espelho e apercebi-me que afinal estou a ficar cheia de cabelos brancos (o quê?) e com rugas na testa e à volta dos olhos. O creme na cara - que eu não ponho (não punha) – está a fazer falta. Mesmo muita falta. Percebi que afinal já são 36 e que eles ao passar, foram fazendo estragos. Decido que tenho de ter tempo para me voltar a pintar (ou pôr betume na cara – como dirá o meu carinhoso marido) pôr brincos e colares, usar relógio e pulseiras, como fiz até à poucos anos. Mas juro que as boas intenções, de enormes, passam a minhocas tão, mas tão minúsculas, que nem sequer as vejo no meio da falta de tempo, entre os milhares de outras coisas por fazer e principalmente com a preguicite que se abate sobre mim; Bezerrar, jiboiar são verbos que se adaptam perfeitamente a mim no início e ao final do dia.
Mas continuo a subir e descer, a chamar nomes aos árbitros, a gritar pelés, a passar a ferro, a arrumar a casa, a lavar as casas de banho e a pôr a máquina a lavar e a secar. (Mas devo admitir que é só porque ninguém o vai lá fazer por mim - alguém se chega à frente?). Mas já me sinto um pouquinho mais cansada.
Chegámos aos sete meses de gestação.
Setúbal, 25 de Março de 2010
10 março 2010
AINDA DO TEMPO, DE NÓS E DE TI
O tempo. O tempo continua a passar, como um relógio descontrolado que anda desmesuradamente depressa. Mas ainda assim demasiado devagar para a vontade que tenho de abraçar, cheirar, beijar e sentir.
Todos os dias quero que chegue mais depressa o dia 1 de Junho - pois aposto que é nesse dia que chegarás.
Todos os dias conto os dias que faltarão, eventualmente, para a tua chegada e tenho já saudades, antecipadas da barriga que ainda me cresce no ventre.
Hoje tens estado particularmente sossegado, não me ligas nenhuma e por isso não te tenho sentido. E agora que o silêncio chegou e nós os dois temos apenas o bater surdo dos nossos corações um para o outro quero ainda mais sentir-te.
Mas o tempo tem passado. A correr. Ainda ontem era Natal e soubemos que eras mais um rapazinho a caminho das nossas vidas e agora ja faltam menos de três meses para a tua chegada.
Temos tudo mais ou menos resolvido e mais ou menos encaminhado. Mas já sabes como é, à última da hora é sempre tão mais giro. As malas estão mais ou menos encaminhadas, a roupa também e o resto idem. Mas do encaminhado para o resolvido às vezes vão distâncias tão grandes, não é meu amor?
Mas não faz mal. Hoje esta conversa é só nossa. Sabes bem que que todos participam, cada um à sua maneira. O Gerinho canta para ti as músicas do João Pedro Pais, o Ivocas fala todos os dias e promete ensinar-te a falar e a lutar kick boxe, o Pai faz-te umas festinhas envergonhadas. E eu? Eu imagino as cartas que te deveria escrever, mas que não o faço por falta de tempo - desculpa esfarrapada, eu sei - mas todos os dias te dirijo palavras que só nós sabemos reconhecer e é aí que os sentimentos se enchem do sol, que também tu vais trazer para as nossas vidas.
Cresce meu lindo bebé. Assim como o nosso Amor por ti.
Setúbal, 11 de Março de 2010
05 março 2010
Todos nós...
E de repente fiquei pesada. Não foi bem assim de repente, mas subitamente, todos os dias à mesma hora, ao final do dia fui ficando mais e mais cansada.
Só (!!!?????) aumentei 4 kg (na verdade 3,200 se os cálculos forem reais e bem feitos) mas ao final do dia fico pesada, pouco ágil e com uma preguiça gigante (como uma também) o que me leva a ficar 2 horas a olhar para as escadas de casa (2º andar sem elevador, amigos) a pensar como vou ter coragem para as subir. Mas pronto, estou a exagerar, vá... levo meia hora, que o jantar não se faz sozinho e a casa não se arruma por pensamento.
De resto estamos todos bem. E felizes. E contentes. E o tempo a passar.
Se por um lado continuo a querer que o tempo passe mais depressa para conhecer o Bernardo e tê-lo nos braços, beijá-lo e cheirá-lo, amá-lo olhos nos olhos, por outro lado agora sim, começo a gozar plenamente a barriga (barrigona). Os pontapés em jeito de resposta, as cócegas no fundo, o ajeitar à noite para ambos dormirmos confortáveis, os toques ligeiros quando vou à casa de banho a meio da noite para me dizer que tudo está bem. E sim, vou sentir muito a falta de tudo isto. E nem quero pensar que será a minha última barriga e que será muito pouco provável voltar a sentir tudo isto. Mas não pensemos nisto agora.
A última consulta foi óptima. Continua tudo bem. Faremos uma nova eco no final do mês para avaliar o crescimento do rapazote. E sem dar por isso chegámos às 26 semanas.
Já começamos a ter tudo pronto. Ainda tudo muito desorganizado. Mas começa a ter tudo mais ou menos delineado. Faltarão duas ou três coisitas importantes logo para as primeiras semanas - como o berço, que a chuva nos impediu de trazer para casa - mas de resto só faltam as coisas para mais tarde. Sim, porque ele irá crescer. Embora todos queiramos que o tempo passe a passo de caracol depois do nascimento.
Os manos estão grandes, felizes e maravilhosos.
O mano quase grande - que desconfio que já não será quase pequeno por muito mais tempo - está mais dedicado à escola (se não melhorares as notas sairás do futebol, meu amigo - surtiu um grande efeito) e ajuda muito em casa, o que a mãe agradece do fundo do coração.
O mano quase grande com a mania que será pequeno para sempre - e que definitivamente não crescerá nos próximos anos - continua igual a ele próprio, todos os dias arranja um novo sítio para a mochila da escola e de manhã não se lembra qual é... e acordou-me hoje às 2 da manhã e perguntou-me: "Mãe, posso dizer-te uma coisa?", e eu respondo - com uma vontade irreprímivel de arrancar os olhos: "sim filho" e ele diz-me: "Mãe amo-te", cai(mos) para o lado e começa(ou) a ressonar. É maravilhoso... mas será que ele me podia fazer estas declarações de amor ao final do dia e não a meio da noite? Alguém lhe explica que a noite serve para o cérebro não funcionar?
O Pai continua igual a ele próprio. A esta nova versão, muito mais light, de bem com a vida e feliz, que descobriu à poucos anos. É claro que me pergunta a tudo o que quero comprar para o bebé: precisamos mesmo disso? Mas acaba por ser o casamento perfeito: a extravagancia com a sovinice, o que encontra sempre um meio termo quase perfeito (um dos dois acaba amuado por umas horas).
Tenho um vestido maravilhoso para vestir com tempo agradável: mandam vir tempo feliz e agradável, como a minha família, para eu o poder vestir? Estamos fartos do frio e da chuva.
Setúbal, 5 de Março de 2010
24 fevereiro 2010
As semanas, os meses, os anos
Chegámos - sem pressas - às 25 semanas. Os dias trasnformam-se rapidamente em semanas, estas em meses e estes em anos.
Isso se revelará, também, com este rapazote lá mais para a frente.
Começámos a ultimar os preparativos a sério. Discute-se a cor do carro, a cor da cama, tomam-se decisões, vão-se buscar os emprestados (Ritinha, és inexcedível...) ultimam-se os preparativos, tomam-se decisões e começa a preparar-se a roupa que servirá para os primeiros dias.
Já sei que sou apressada e que é cedo, mas eu sou assim. Mais vale um passáro na mão que dois a voar. E não gosto de ser apanhada desprevenida nas curvas da vida.
As listas são infindáveis, mas começam a encurtar. Como o tempo. Graças à Ritinha, ao cartão visa - nosso amigo inseparável nas últimas saídas - e quando formos ao outro lado, matar saudades do mar, veremos o que ainda temos nos confins das lembranças de anos que passaram demasiado depressa para todos nós.
Será aí que acertaremos definitivamente o que temos e o que nos falta para acertarmos agulhas com as compras que nos faltam.
Fico louca com o tamanho das fraldas para recém nascido, tão minúsculas, que me dá vontade de ir comprar um nenuco, um careca ou boneco assim tão pequeno onde sirvam aquelas coisas.
Os manos continuam à beira da loucura, mas um pouco mais calmos. O mano quase grande anda ocupado a (tentar) ser um melhor estudante e por isso tem falado menos com a "barriga", mas tem sido um verdadeiro amor ao fim de semana e ajuda-me imenso e apalpa-me a barriga e diz, do alto dos seus, agora, 12 anos: "Vai descansar que tens a barriga dura!".
O mano quase grande - com a mania que será pequeno para sempre, fala (sem parar - como a Mãe...) com a barriga. E está convencido que o bebé irá conhecer perfeitamente a sua voz quando nascer. Adora dormir abraçado à barriga e delira sempre que sente o bebé. Não ajuda quase nada em casa. A frase que mais se ouve é: "Esqueci-me".
O Pai está feliz e participativo, embora o acumular de pontos no cartão visa não o convençam a comprar tudo de uma só vez...
Eu ... estou feliz, a crescer, com novas estrias, e muito cansada ao final do dia.
Faço tudo bem, durmo quase 10 horas (a acordar e a sonhar horrivelmente toda a noite) mas de manhã e ao final do dia o cansaço abate-se sobre mim de tal forma que só me apetece abraçar o sofá e já não me mexer.
O Bernardo adora o sofá (querem melhor desculpa?) e que eu esteja deitada sobre o meu lado esquerdo. Mexe-se muito ao final do dia, quase sempre e vai dando sinal de si ao longo do dia muito suavemente.
Não gosta que tenha a barriga destapada pois pára logo de se mexer.
Quero muito que passe devagar, mas quero mais ainda tê-lo nos meus braços.
Setúbal, 25 de Fevereiro de 2010
17 fevereiro 2010
04 fevereiro 2010
ANIVERSÁRIOS - 12 ANOS
Hoje também faz 22 semanas. Certinhas. Minhas. E agora também dos médicos.
Mas hoje o dia é só do Ludgero.
O meu lindo Gerocas já fez 12 anos.
A esta hora, precisamente, 14h30m, via o mundo, pela primeira vez, do lado de fora da barriga da Mãe.
O meu lindo Amor está crescido, mas não deixa nunca de ser o meu bebucas nº 1.
Já faz ovos mexidos (sem cascas - ao contrário do Pai) e parece que se mexe à vontade na cozinha.
Está despachado, sabe aspirar e organiza todas as noites a sua roupa para o dia seguinte. Faz o saco do futebol - quase sem gritos e organiza as suas coisas, embora o rasto de areia que me deixe na cozinha o denuncie sempre.
Algumas vezes, enche-se também de paciência e adormece o bebucas nº 2, ou seja o mano quase grande, mas que tem a mania que será equeno para sempre; faz de Mano grande à séria: dá um braço esticado para o Mano adormecer nele e deixa-o enroscar-se a fazer conchinha - embora não goste de se sentir apertado e não adormeça assim "agarrado" - para me deixar descansar mais uma hora.
Está crescido. Está a ficar um pré-adolescente. Qualquer dia começa a ter pêlos - em várias zonas (que ele jura já ver).
Quis de prendas umas botas novas de futebol, jantar choco frito e uma moeda de 1€ para comprar chupas - chupas aos colegas.
Estás grande meu Amor. Mas serás sempre, também, o meu Bebé.
Foi a esta hora que te vi pela primeira vez e que senti o meu coração inundado do melhor Amor do Mundo.
29 janeiro 2010
AINDA DO TEMPO
Pois é... o tempo, esse malandro que passa a correr, deixando marcas (cada vez mais visíveis - as minhas rugas que crescem e os brancos que aumentam) continua a correr. Em todos os sentidos.
Se por um lado transbordo de felicidade, pelos motivos que todos bem conhecem, ando triste com uma notícia de que poucos sabem.
Para ti, causa da minha preocupação: as fadas são seres reais. Também choram, sofrem e não tarda serão outra vez muito felizes.
Chegámos às 21 semanas (e um dia). Agora a contagem é decrescente, faltam 17 ou 18 semanas. Ainda falta e já tenho saudades. Destas nossas conversas. De ler alto para ti. Das tuas respostas em forma de cambalhotas salpicadas de karaté. Mas, por outro lado, a curiosidade é enorme de te conhecer. De te ter nos braços. De te saber se chorão, se calmo, se comilão, se bebezinho, se bebezão.
Os manos andam enlouquecidos. Tudo é uma loucura. Ficas envergonhado ao pé deles e sossegas.
Voltámos a ver-te. Naquela imagem distorcida, a preto e branco, ver o teu coração a bater enche-nos de vida e a alma de esperança renovada. Ver o teu nariz, os olhos, as orelhas, as pernas, os dedos das mãos e dos pés, as tuas entranhas, todas as medições, altura e peso faz-nos sentir ainda mais orgulho de sermos teus Pais. E esperamos cumprir bem essa tarefa.
Pareces irrequieto e espero que essa língua de fora e a mão à frente da cara não sejam um sinal de que não gostas de ser fotografado.
Quase 400 gr. de gente a caminho dos nossos braços, que estão abertos para ti, à tua espera.
A Mãe, o Pai, o Mano quase grande e o Mano quase grande, com a mania que será pequeno para sempre e que te amam muito.
Setúbal, 29 de Janeiro de 2010
AS FADAS, AFINAL, USAM BATON
Para ti, fada, que afinal usa baton, sabes que estás sempre no nosso coração - e nos de muitos outros - e que, embora não o pareça, a distância não aparta aquilo que os grandes Amores uniu. Para sempre.
Mesmo que pareça longe. Mesmo que pareça frio. Mesmo que pareça distante.
Os corações são, sempre, do tamanho do mundo.
Sempre, para ti.
Tua, ainda, num campo de flores amarelas.
I.
Setúbal, 29 de Janeiro de 2010
21 janeiro 2010
20 SEMANAS
Sem delongas e sem fotos ainda.
Mas chegámos hoje às 20 semanas.
Estamos a meio da nossa jornada. Oficialmente.
Daqui em diante a contagem é decrescente.
Já só faltam 19 semanas para te conhecer.
Estamos perfeitos.
Setúbal, 21 de Janeiro de 2010
OS NÓS DA NOSSA VIDA
O tempo que me consome e me devora todos os dias. As horas não me chegam e tu, que agora estás quase sempre lá, dizes-me ao ouvido; "estás feliz?", e eu, silenciosamente, com os olhos nos teus, respondo-te com o coração na boca e o peito a explodir do que partilho contigo. "Tão mais que ontem, tão menos que amanhã". Um verdadeiro cliché. Mas cheio de verdades que só nós sabemos serem nossas. As palavras faltam-me. É verdade. As tristezas deram lugar a tantas outras alegrias, tão mais preenchidas de vida e cheias de nós. Nós, os verdadeiros eu e tu, acompanhados dos eles que vieram também de nós. E os nós, também esses, que levávamos a vida a desatar, sem nunca chegar a lado nenhum. Agora levo os dias e em especial as noites, a percorrer esses nós, reforçando-os um a um, certificando-me que eles estão bem amarrados e sem o leve indício de se desatarem. De nos desatarem.
P.S. - Sei que te digo quase todos os dias, mas amo-te nunca é demais, pois não?
Setúbal, 21 de Janeiro de 2010
18 janeiro 2010
IVOCAS
Fim de semana. I
Domingo de manhã, os três na mesma cama, beijos e abraços com lostívias à mistura:
Gerocas - Tomá lá uma lostívia (chapada, bofetada)!
Ivocas - Epá, isso é como se chama também ao que os padres dão às pessoas nas missas (faz o gesto do oferecimento da hóstia)...
Fim de semana. II
Domingo, final do dia, os quatro sentados / deitados no mesmo sofá (enquanto o outro se acumula de tanta roupa - passada a ferro - à espera que alguma alma caridosa a arrume nos devidos lugares):
Ivocas - Pai, isso é pior ainda que o gás sarau! (Referia-se ao gás sarin - embora aquele não mate, não faz arder os olhos, mas faz com que a respiração se torne praticamente impraticável!)
14 janeiro 2010
O TEMPO
O tempo continua a passar desmesuradamente. Demasiado rápido. E, por isso, não dou tantas vezes pela tua falta. É só quando eles chegam, assim, melosos, de olhos brilhantes e me perguntam: "Achas que ele ia gostar?" É aí que bate a saudade. São eles que mais verbalizam. Eu só me lembro às vezes, quando o tempo me dá tréguas e a lembrança me toma de assalto. Hoje teríamos ido jantar com ele. Hoje teríamos almoçado. Hoje teríamos comido uma massa de peixe. Hoje teria sido um cozido. E eles que me cobram os pratos. Ele sabia fazer, tu não sabes tão bem. No futebol, nos treinos de um e de outro, nos combates, no Natal, nos Aniversários. Aos Domingos, que partilhavam a mesa contigo. Naquele dia em que tudo realmente terminou e que eu apaguei da memória (por completo) eles não se esquecem. Naqueles corpos ainda tão leves de vida, naquelas memórias ainda tão frescas, cheias de brincadeiras, guardam sempre lugar para ti. E foram eles que me recordaram o dia. Uma frase perdida num caderno e um olhar foi quanto bastou para ver o lugar que ainda ocupas nas vidas deles. Na minha também.
Mas eu não verbalizo.
Setúbal, 14 de Janeiro de 2010
13 janeiro 2010
GEROCAS
O Gerocas - o filhote quase grande - com pretensões a adolescente semi -problemático e parvalhão (nalguns dias - ainda poucos) está amuado porque não o deixei fazer ginástica na escola e na rua, debaixo desta chuva, molhada, de tee-shirt (manga curta) e de calções.
Teoria: se a camisa de manga comprida lhe estivesse curta ficaria quase como uma de manga curta. Os calções como foram em tempos umas calças de fato treino também não faria mal nenhum.
Não. Tens toda a razão filho.
A diferença é que foram umas calças, já não são. E a camisa é de manga curta, mesmo. Não é de manga comprida. E a única chatice é estarem 8º e esta chuva molha parvos... esta mãe é mesmo doida.
Lixei-me eu, que não pude dormir com ele e com o mano. De castigo, disse, do alto dos seus quase 12 anos; "hoje durmo na minha cama. Sozinho."
(Gosto de dormir entre os dois, na minha cama...).
Sou adepta do cosleeping...
IVOCAS
Ao jantar
(atrasados para a reunião do condomínio que estava agendada para a hora a que começamos a jantar...)
.......
I - Até parecia aquele menino daquele blogue que a Mãe lê, que dizia puto no feminino...
M - Não te estiques...
I - E depois a Mãe dele pôs-lhe abacaxi na língua...
(todos riram, mas ninguém percebeu...)
M - O quê?
I - Abacaxi... na língua... que faz arder muito, por dizer asneiras!
(com ar de daaaaa... vocês são mesmo totós)
(gargalhada geral)
M - Queres dizer tabasco....
I - Pois, pois, isso! É parecido! São os dois da cozinha, não é???
O IVOCAS; O FILHOTE QUASE GRANDE - COM A MANIA QUE SERÁ PEQUENO PARA SEMPRE - NO SEU MELHOR!
É OFICIAL
É oficial.
Já se sente gente cá em baixo. Leve e suave (à excepção de quando tiro o bolo do forno - não deve gostar de calor). Mas a aumentar de dia para dia.
Já se sente gente cá em baixo. Leve e suave (à excepção de quando tiro o bolo do forno - não deve gostar de calor). Mas a aumentar de dia para dia.
O TEMPO
O tempo passa, corre, pula, salta, atropela, desanda, passa, circula, sucede, decorre sem que tenhamos tempo, sequer, de respirar.
O tempo deixou-nos enclausurados, sem tempo para nós, mas com tempo para trabalhar, dormir e comer - mal - mas falta-nos o tempo para amar.
Amo-te. Sei que não to tenho dito. Todos os dias, como te prometi. Todas as noites, como te jurei. Mas o tempo tornou-se meu inimigo vísceral, excepto nas alturas em que gostaria que ele fosse muito mais rápido a correr para chegar mais depressa ao fim de certas partes da nossa estória. Mas só aí é que ele não corre.
Esta noite não tive a tua mão quente na minha. O teu braço protector sobre mim. A tua perna pesada sobre as minhas. Como quem diz: "És minha." "Só minha." "Quero-te só para mim.".
Esta madrugada não acordei com o teu respirar na minha nuca. E senti a tua falta. Especialmente hoje. Não sei porquê. Porque, de repente, apercebi-me de que o tempo passa a correr, também, para nós e não temos, nunca - quase - tempo para amar.
Mas digo-te agora: AMO-TE.
Setúbal, 13 de Janeiro de 2010
07 janeiro 2010
18 SEMANAS
Chegámos às 18 semanas (devagar e demasiado rapidamente!).
Felizes. Muito felizes. Tão felizes que já estou como a outra que parece que virá de lá um raio – de certezinha absoluta – e que estragará tudo isto…
Bom, vamos lá a novidades.
Não me apetece escrever. Ando com uma branca total. O meu cérebro anda vazio e só pensa em bebucas, pequenos e grandes. E sabem bem que eu ainda tenho 3 lá por casa (do lado de fora da barriga) não é verdade???
Fico quase cansada de explicar ao Pai, o filho grande que não se convenceu ainda de que é adulto, o porquê de não se vestir babygrows de inverno a bebés que nascem na altura do calor. Mas se não vestem isso, porque têm de ser de manga comprida? Podia bem andar só de fralda e poupávamos uns trocos. Ai, ai, Tio Patinhas, Tio Patinhas…. Fazer explicar que uma muda de roupa para 1 mês pode não durar até aos 6 meses é difícil… E que vestir algo de 6 meses a um bebé acabado de nascer também pode ser complicado, ainda é mais complexo!
E a questão do(s) carro(s), então, já tem barbas. Qualquer dia os pneus estão carecas. Duo, trio, com air - bag, sem air - beg, com rodas pequenas, com rodas grandes, duplas, que se vire, que não se vire, que se desmanche todo, que ande, que faça sei lá o quê (qualquer um esmorece ao ver os preços, não lhe tiro toda a razão). Mas chego lá. Ai chego, chego.
Para o filho quase grande, então, é uma maravilha. Tudo é fantástico, tudo faz falta. Por ele já teríamos comprado tee-shirts para 4 anos com os Kiss e com o Super - Homem. Tem sido um companheirão. Beijos, abraços e muitas ajudas não me faltam, nunca, dele.
Para o filho quase grande – com a mania que será pequeno para sempre - a conversa tem sido igualmente boa, mas diferente. Anda, literalmente, sempre pendurado em mim. Beijos, abraços, mimos nunca me faltam dali. E tempo para lhe dar atenção não me chega, também, nunca. Também participa, de forma activa, mas mais discreta, dá beijos e conversa com a barriga todos os dias para que o Bernardo o reconheça logo que chegar. Mas tem que dormir connosco – Mãe, Pai ou Mano – rigorosamente em forma de lapa, ou seja: sempre agarrado. Perninha, bracinho, dedinho, mãozinha, tudo serve para agarrar quem está ao lado. Admito que não me custa dormir com ele, pois gosto daquela “lapice”, mas para o Mano – o super Mano – é difícil, pois ele gosta de dormir à larga e sozinho. Mas pronto, levará os seus dias a perceber que nos nossos corações cabe sempre mais um e que o lugar dele jamais estará em risco. Mesmo quando te portas mesmo muito mal, ouviste melga?
Às 22h estou, regra geral, às turras com qualquer coisa que não seja a minha almofada e os meus lençóis de polar que o Super Marido tanto detesta mas tem gramado por causa do meu distúrbio na regulação da temperatura, que piorou com as hormonas à solta.
Os górmitos, que vocês conhecem regularmente por vómitos ou, de forma mais pomposa, chamar pelo gregório, amainaram. Mas não me deixam de vez. De vez em quando lá me assalta umas vontades ferozes e lá tenho que me abraçar, sem qualquer doçura, à minha querida sanita. Da última vez foi de tal modo, que quando me olhei ao espelho fiquei assustada: parecia que tinha andado a gritar por todo o Estádio de Alvalade, a plenos pulmões, como da última vez que o Sporting foi campeão. Tinha esta carinha laroca que Deus me deu e os meus queridos Paizinhos tanto contribuíram cheia de petéquias. Parecia que tinha levado umas pêras à volta dos olhos, tal não foi o esforço ao “gritar” para dentro da sanita. Houve alturas que pensei que me fosse sair o estômago e outros apêndices, mas não.
As digestões já não se fazem com facilidade.
AS caimbras têm-me dado cabo das manhãs e ainda não descobri o segredo para acabar com elas.
Durmo muito, mas isso sempre fiz, por isso ninguém nota a diferença.
Fico a jibóiar pelos sofás, mas como também sempre o fiz, também ninguém nota a diferença.
Mas o crescimento é notório. E não tenho tirado fotos à barriga porque as pilhas pifaram e ainda não tive tempo para ir comprar outras.
Não sei se sinto a criança ou não. Passei-me um atestado de estupidez e decidi esquecer-me das sensações de como foi e não me consigo lembrar se era assim ou não. Ou então é o mecanismo de defesa sempre a inventar alguma coisa para ficar preocupada. Por isso não sei se tenho gazes ou se é a criança a mexer.
Ainda nos falta muita coisa. Mas também já temos muitas outras.
Agradeço a quem nos deu prendinhas para o Bernardo.
E sim, também teve prendas na árvore de Natal.
Hoje ouvi o batimento daquele coração ainda tão minúsculo mas que já nos enche a casa, a alma e as vidas de Amor.
Palpita-me que serás teimoso ou então, muito brincalhão…
Chegámos às 18 semanas.
Durmo muito, mas isso sempre fiz, por isso ninguém nota a diferença.
Fico a jibóiar pelos sofás, mas como também sempre o fiz, também ninguém nota a diferença.
Mas o crescimento é notório. E não tenho tirado fotos à barriga porque as pilhas pifaram e ainda não tive tempo para ir comprar outras.
Não sei se sinto a criança ou não. Passei-me um atestado de estupidez e decidi esquecer-me das sensações de como foi e não me consigo lembrar se era assim ou não. Ou então é o mecanismo de defesa sempre a inventar alguma coisa para ficar preocupada. Por isso não sei se tenho gazes ou se é a criança a mexer.
Ainda nos falta muita coisa. Mas também já temos muitas outras.
Agradeço a quem nos deu prendinhas para o Bernardo.
E sim, também teve prendas na árvore de Natal.
Hoje ouvi o batimento daquele coração ainda tão minúsculo mas que já nos enche a casa, a alma e as vidas de Amor.
Palpita-me que serás teimoso ou então, muito brincalhão…
Chegámos às 18 semanas.
Setúbal, 7 de Janeiro de 2010
28 dezembro 2009
QUASE (???) 17 SEMANAS
Isto bem feito, bem feito, seria anunciado lá para 5ª feira, que assim, sim, teria o seu impacto, mas, como eu não tenho boca para a minha própria língua e já quase todos o sabem (não deve saber o vizinho que mora na Suiça, alguns amigos que moram fora e, enfim, poucos mais) cá vai:
1. A amniocentese: o bicho de 7 cabeças, que me impediu de dormir convenientemente uma data de dias, mas que não é (quase) nada doloroso. É realmente chato o decúbito dorsal durante pelo menos 48 horas, que não foram cumpridos à risca, pois a partir da 3ª hora aquilo é um verdadeiro inferno. O médico foi um verdadeiro querido e no dia seguinte, ao final do dia deu-me a notícia mais esperada, tudo bem!
2. O Natal: passou num instante. Quase todos à beira de um ataque de nervos, não andes, deita-te, descansa, estás a abusar. Mas correu tudo bem. E graças a Deus, estamos cá todos para contar esta aventura.
3. A descoberta do sexo:
A Avó: à beira de um ataque de nervos,
O Pai: um misto de pena de não experimentar, com um já estava à espera e um certo alívio,
O Mano quase grande: um grande alívio!
O Mano quase grande, com a mania que será pequeno para sempre: triste (porque não terá uma bolsa da lacoste específica)
A Mãe: Com pena, mas com aquele feeling que me dizia o que lá vinha (e que acertou em cheio)
Todos: Felizes porque tudo está bem, quando acaba bem. Vem bem e com saúde.
4. Querem saber? Vou ser a única mulher em casa. O meu marido só sabe fazer homens!
Vou mudar uma sanita e pôr um urinol na parede que de certeza me poupará no detergente e nas limpezas ou então, colar um alvo dentro da sanita para que acertem dentro dela...
5. O nome: já quase todos sabem, por isso ficam também vocês a saber: se não mudarmos de ideias, outra vez, ficará Manuel Bernardo, tratado por todos por Bernardo, mais conhecido entre paredes por bebé e nocas.
Volto ao azul, uma das cores preferidas da Mãe e que está visto, não me deixará.
O Pai diz que se nos sair o totoloto até ao bebé nascer ainda arredondamos o número de filhos, que nós preferimos números pares.
Se não sair, olha tenho que esperar que os filhos se enamorem para ter filhas. O que é uma chatice, pois elas naquela idade já não devem deixar pôr-lhes laçarotes na cabeça e tal. Mas pode ser que eu tenha sorte.
Não há fotos do Bernardo pelas 16 semanas pois os nervos eram grandes e a Mãe esqueceu-se de pedir uma prova fotográfica.
Fica na memória da Avó e do Pai que o viram no écran. A Avó e o Doutor dizem que não há dúvidas da masculinidade do rapaz.
Setúbal, 28 de Dezembro de 2009
1. A amniocentese: o bicho de 7 cabeças, que me impediu de dormir convenientemente uma data de dias, mas que não é (quase) nada doloroso. É realmente chato o decúbito dorsal durante pelo menos 48 horas, que não foram cumpridos à risca, pois a partir da 3ª hora aquilo é um verdadeiro inferno. O médico foi um verdadeiro querido e no dia seguinte, ao final do dia deu-me a notícia mais esperada, tudo bem!
2. O Natal: passou num instante. Quase todos à beira de um ataque de nervos, não andes, deita-te, descansa, estás a abusar. Mas correu tudo bem. E graças a Deus, estamos cá todos para contar esta aventura.
3. A descoberta do sexo:
A Avó: à beira de um ataque de nervos,
O Pai: um misto de pena de não experimentar, com um já estava à espera e um certo alívio,
O Mano quase grande: um grande alívio!
O Mano quase grande, com a mania que será pequeno para sempre: triste (porque não terá uma bolsa da lacoste específica)
A Mãe: Com pena, mas com aquele feeling que me dizia o que lá vinha (e que acertou em cheio)
Todos: Felizes porque tudo está bem, quando acaba bem. Vem bem e com saúde.
4. Querem saber? Vou ser a única mulher em casa. O meu marido só sabe fazer homens!
Vou mudar uma sanita e pôr um urinol na parede que de certeza me poupará no detergente e nas limpezas ou então, colar um alvo dentro da sanita para que acertem dentro dela...
5. O nome: já quase todos sabem, por isso ficam também vocês a saber: se não mudarmos de ideias, outra vez, ficará Manuel Bernardo, tratado por todos por Bernardo, mais conhecido entre paredes por bebé e nocas.
Volto ao azul, uma das cores preferidas da Mãe e que está visto, não me deixará.
O Pai diz que se nos sair o totoloto até ao bebé nascer ainda arredondamos o número de filhos, que nós preferimos números pares.
Se não sair, olha tenho que esperar que os filhos se enamorem para ter filhas. O que é uma chatice, pois elas naquela idade já não devem deixar pôr-lhes laçarotes na cabeça e tal. Mas pode ser que eu tenha sorte.
Não há fotos do Bernardo pelas 16 semanas pois os nervos eram grandes e a Mãe esqueceu-se de pedir uma prova fotográfica.
Fica na memória da Avó e do Pai que o viram no écran. A Avó e o Doutor dizem que não há dúvidas da masculinidade do rapaz.
Setúbal, 28 de Dezembro de 2009
24 dezembro 2009
NATAL
07 dezembro 2009
ESTAMOS BEM
Não me apetece escrever.
Por nada de mal.
Às vezes o que é bom, é tão bom e tão grande, que fico receosa de vir de lá uma alma penada e de uma só vez me levar tudo.
Por isso faço de conta - às vezes - que não é nada e nem me gabo muito.
Mas estamos todos bem. E felizes. E chegámos às 13 semanas. E vamos à próxima consulta e esperamos trazer de lá boas novidades. E já se nota muito bem quando estou deitada. E o mano quase grande diz que se sente perfeitamente o mano/a. Eu tenho algumas (in)certezas no que sinto, ou não. E as dúvidas continuam com a vacina da gripe a. E temos feito quase nenhumas compras de Natal, pois tudo o que queremos está esgotado para mal dos desejos dos meus filhos.
O mano quase grande anda um bocadinho triste. Têm perdido os últimos jogos. Também faz parte da vida.
O mano quase grande - com a mania que será pequeno para sempre - continua igual a ele próprio, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, muito meigo, meigo, meigo, meigo, meigo e chato, chato, chato.
O Pai ainda vê mais malefícios que benefícios. Mas acho que está quase a passar. É aquela fachada de homem mau que ele gosta de aparentar.
Estamos todos exaustos. Muito exaustos. 24 horas a dormir fariam bem a todos lá em casa.
Beijos.
Setúbal, 7 de Dezembro de 2009
Por nada de mal.
Às vezes o que é bom, é tão bom e tão grande, que fico receosa de vir de lá uma alma penada e de uma só vez me levar tudo.
Por isso faço de conta - às vezes - que não é nada e nem me gabo muito.
Mas estamos todos bem. E felizes. E chegámos às 13 semanas. E vamos à próxima consulta e esperamos trazer de lá boas novidades. E já se nota muito bem quando estou deitada. E o mano quase grande diz que se sente perfeitamente o mano/a. Eu tenho algumas (in)certezas no que sinto, ou não. E as dúvidas continuam com a vacina da gripe a. E temos feito quase nenhumas compras de Natal, pois tudo o que queremos está esgotado para mal dos desejos dos meus filhos.
O mano quase grande anda um bocadinho triste. Têm perdido os últimos jogos. Também faz parte da vida.
O mano quase grande - com a mania que será pequeno para sempre - continua igual a ele próprio, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, muito meigo, meigo, meigo, meigo, meigo e chato, chato, chato.
O Pai ainda vê mais malefícios que benefícios. Mas acho que está quase a passar. É aquela fachada de homem mau que ele gosta de aparentar.
Estamos todos exaustos. Muito exaustos. 24 horas a dormir fariam bem a todos lá em casa.
Beijos.
Setúbal, 7 de Dezembro de 2009
30 novembro 2009
UMA DÉCADA
E é assim. De repente chegámos aos 10 anos.
Já?
Passou tão rápido que nem demos pelo tempo.
E o mundo que é tão melhor contigo nele.
A esta hora descobríamos as maravilhas de uma família que começava a 4 neste dia.
Setúbal, 30 de Novembro de 2009
Já?
Passou tão rápido que nem demos pelo tempo.
E o mundo que é tão melhor contigo nele.
A esta hora descobríamos as maravilhas de uma família que começava a 4 neste dia.
Setúbal, 30 de Novembro de 2009
26 novembro 2009
12 SEMANAS - TELEGRAMA DE FINAL DO DIA
Ainda sem fotos...
E, chegámos, finalmente às 12 semanas!
Hoje passou o dia a correr, num misto de alegria e de algum quase receio.
Entre boas notícias (Parabéns prima Sandra!!!) correrias e sem tempo para grande coisa, vim entre muitos afazeres aqui só para dar conta que chegámos às 12 semanas.
É impressão minha com certeza, mas sinto uns peixinhos na barriga.
Continuo à espera que me liguem (de qualquer lado) para me dizerem se o filho quase grande - com a mania que será pequeno para sempre - teve ou não gripe A. Já nem me preocupo com isso. A quem me pergunta - e já foram mais - encolho os ombros. Não posso reclamar mais. Entre telefonemas e e-mails, todos eles sem resposta, só o meu tempo encolhe.
O mano quase grande está definitivamente na adolescência. Pré - adolescência, corrige-me ele. É uma chatice, pois têm coisas mesmo parvas. (Também é um doce... mas tem coisas significativamente parvalhonas).
A surpresa da semana foi o hospital ter-me enviado uma conta para pagar.
Análises de 2007 (???), análises do meu internamento em Julho (estranho aparecer com uma semana de diferença) e as análises do 1º trimestre de gravidez.
Ah.. e tal, e que foi lapso, terá de cá vir, comprovar que estava grávida, pois também tem que comprovar que teve um aborto retido, ah.... pois e tal, que tem toda a razão, o sistema funciona mal. Ah... pois e tal, tem que me trazer os documentos que lhe demos que dizem que está grávida e que é seguida por nós.
Como diriam os filhos.... daaaaaaaa...........
No fim de semana passado tivemos a primeira derrota. BORA LÁ PELÉS! Aquilo é que é uma mala pata com o Fabril. O filho quase grande esteve "ligeiramente" amuado todo o fim de semana. Mas a Mãe não viu o jogo. Mas o filho jogou bem - o meu filho joga sempre bem. Já ouviram falar da formiga atómica? Já ouviram falar do pilhas? É ele.
A Mãe esteve todo o sábado a ver alguém a dar ou a levar, dependendo do prisma, ou do lutador.
Quando se começou a aproximar a hora do filho quase grande - com a mania que será pequeno para sempre levar ou dar, comecei a ficar com uma enxaqueca, com direito a vómitos. Isto de não saber ao que se vai é uma chatice. Mas a criança surpreendeu tudo e todos, concentrou-se, enfiou o seu ar de Rocky e lá foi ele pontuar em 15 segundos com um colega com quem luta todas as 2ªs, 4ªs e 6ªs. Ah... e atenção: lutou com um capacete de adulto, que lhe estava gigante, com uns pés de adulto, que lhe estavam enormes, mas ainda assim portou-se como um verdadeiro campeão (e ficou em 1º lugar no peso dele).
Um dia destes ponho aqui uma gravação tremelicas, muito longe de uma Mãe que não sabia se lá ia buscar o filho ao tapete ou se filmava a coisa.
Mas está decidido - a partir dos 40kgs não se combate mais porque aquilo tem de deixar sequelas, é sempre a levar ou a dar, dependendo do lutador. Mas prefiro não arriscar.
Já com 36 anos, com vómitos consideravelmente mais espaçados, a braços com um filho que quer 3 bolos de aniversário (diz que é na 2ª feira e no domingo eu tenho tempo....) tenho a agradecer ao Pai a prenda que me deu.
Não meu Amor, não foi a almofada de amamentação que eu tanto invejava nos catálogos, foi mesmo teres reunido a Mãe, o Mano e a Cunhada para jantarem connosco e o bolinho - saboroso - com um boneco giro que não me lembro o nome.
Mas para a próxima lembra-te que eu ainda não tive um jantar à luz de velas, organizado por ti (repara que digo organizado - não feito) e sem que digas que não vês o que estás a comer. Pronto, é verdade que estamos ambos a ficar pitosgas, mas que era giro era!!!
A amniocentese está marcada. Parece que vamos à pica lá pelo Natal. Este ano passaremos um Natal deitado, mas é por um bom motivo e para o ano, Se Deus quiser, teremos mais um raio de sol nas nossas vidas e mais um a gritar à mesa da Consoada. E lá existe algo melhor que isso?
Beijos a todos.
Setúbal, 26 de Novembro de 2009
23 novembro 2009
20 novembro 2009
11 SEMANAS
E ontem, chegámos, finalmente, às onze semanas.
Por mim já devia estar nas 40 mas por outro lado, contentar-me-ia ficar durante muito tempo lá pelas 30...
A ansiedade ainda é muita.
Todos opinam àcerca da amniocentese; fazes bem, fazes mal, se fosse eu não sei. E pois e pois. Mas nós nunca sabemos se fossemos nós, até sermos nós. E mesmo aí... ai, ai, ai...
Ora, por vezes sinto umas borboletas na barriga. Mas devem ser alucinações minhas ou gases, como diz o Pai.
Os manos estão bons.
O mano quase grande joga à bola que se farta e anda a chegar, definitivamente à adolescência.Os silêncios já são alguns e as birras parvas também. Mas continua um doce na maioria das vezes. Por isso ainda compensa. Anda um bocadinho mais fechado do que é costume, mas mais mimoso que o normal. Tem jogado, bem, claro, eu não diria outra coisa. Mas anda menos expansivo que o normal. Sinto-o inseguro. Será que se eu for lá dar uns sopapos nos jogadores que lhe dão as cacetadas e oferecer uns óculos ao árbitro ele fica melhor?
O mano quase grande, com a mania que será pequeno para sempre, continua igual a ele mesmo. A cassete que engoliu à nascença que o fez berrar horas a fio nos primeiros anos, agora deu-lhe para falar sem travão e não há ouvidos que aguentem. De tão rápido que quer falar, acaba a gaguejar como um doido e não diz uma frase completa sem repetir 30 vezes 30 palavras.
Tem recebido prendas porque já sabe a tabuada - não sai à Mãe dele.
Vai combater este fim de semana.
Só eu - completamente doida e alucinada - pagaria para baterem no meu prórpio filho. Será que sem a Segurança Social e a Protecção de Menores saber, eu não o poderia fazer - de borla?
Será o seu primeiro combate a sério no Pavilhão de Paredes. Ai, a minha angústia.....
Se no sábado ao jantar, a notícia de abertura dos telejornais for: "Mãe ensandecida saltou para o ringue e deu cabo de um árbitro, mestre e de um lutador", já sabem, era mesmo eu. Mas quem é que, em são juízo, paga para ver o filho comê-las?
Bom, também pode dá-las. Tenho pena da outra Mãe, masantes o filho dela que o meu (egoísta).
O mestre pode jurar-me que o árbitro não deixa haver mais que dois contactos físicos seguidos e que no peso deles aquilo não custa nada... mas ora, nem tenho dormido.
O Pai anda calmo. Uma mudança tão grande que se torna assustadora. Como ele diz, estás sempre a queixar-te. Chiça....
Estamos a chegar à fase alucinante de aniversários e logo seguida do Natal. Andamos todos loucos com as prendas que daremos e com as que gostariamos de receber.
Menos o Pai. Este ano, estamos a pensar oferecer-lhe espírito natalício.
Os enjoos estão melhores. Já quase não se notam. Só depois do pequeno almoço, depois do almoço e depois do jantar. Já não são permanentes. É bom, não é?
Toda a gente olha para mim, de barriga esticada (como se fosse ncessário esticá-la para se notar a minha barrguita...) e fica desconfiada, mas têm vergonha de perguntar se estou gorda ou grávida.
Já ouvi um: "Outra vez?"
Daaaaaaa.... a última foi à dez anos! Achas que isso foi tipo.... a semana passada?
Ando cansada.
No Natal estaremos de cama a ver televisão e a comer bacalhau versus carne assada deitados/as.
Não haverá uma alma caridosa que me ofereça uma mousse de chocolate para sobremesa na Véspera de Natal, uma vez que eu estarei impedida de fazer algo mais que seja deslocar-me para lá da sanita?
Houve mudanças nos nomes.
Agora vou-me embora que tenho uma Avó louca para comprar uma prenda a um neto e que não me deixa em paz.
Beijos
Setúbal, 20 de Novembro de 2009
Por mim já devia estar nas 40 mas por outro lado, contentar-me-ia ficar durante muito tempo lá pelas 30...
A ansiedade ainda é muita.
Todos opinam àcerca da amniocentese; fazes bem, fazes mal, se fosse eu não sei. E pois e pois. Mas nós nunca sabemos se fossemos nós, até sermos nós. E mesmo aí... ai, ai, ai...
Ora, por vezes sinto umas borboletas na barriga. Mas devem ser alucinações minhas ou gases, como diz o Pai.
Os manos estão bons.
O mano quase grande joga à bola que se farta e anda a chegar, definitivamente à adolescência.Os silêncios já são alguns e as birras parvas também. Mas continua um doce na maioria das vezes. Por isso ainda compensa. Anda um bocadinho mais fechado do que é costume, mas mais mimoso que o normal. Tem jogado, bem, claro, eu não diria outra coisa. Mas anda menos expansivo que o normal. Sinto-o inseguro. Será que se eu for lá dar uns sopapos nos jogadores que lhe dão as cacetadas e oferecer uns óculos ao árbitro ele fica melhor?
O mano quase grande, com a mania que será pequeno para sempre, continua igual a ele mesmo. A cassete que engoliu à nascença que o fez berrar horas a fio nos primeiros anos, agora deu-lhe para falar sem travão e não há ouvidos que aguentem. De tão rápido que quer falar, acaba a gaguejar como um doido e não diz uma frase completa sem repetir 30 vezes 30 palavras.
Tem recebido prendas porque já sabe a tabuada - não sai à Mãe dele.
Vai combater este fim de semana.
Só eu - completamente doida e alucinada - pagaria para baterem no meu prórpio filho. Será que sem a Segurança Social e a Protecção de Menores saber, eu não o poderia fazer - de borla?
Será o seu primeiro combate a sério no Pavilhão de Paredes. Ai, a minha angústia.....
Se no sábado ao jantar, a notícia de abertura dos telejornais for: "Mãe ensandecida saltou para o ringue e deu cabo de um árbitro, mestre e de um lutador", já sabem, era mesmo eu. Mas quem é que, em são juízo, paga para ver o filho comê-las?
Bom, também pode dá-las. Tenho pena da outra Mãe, masantes o filho dela que o meu (egoísta).
O mestre pode jurar-me que o árbitro não deixa haver mais que dois contactos físicos seguidos e que no peso deles aquilo não custa nada... mas ora, nem tenho dormido.
O Pai anda calmo. Uma mudança tão grande que se torna assustadora. Como ele diz, estás sempre a queixar-te. Chiça....
Estamos a chegar à fase alucinante de aniversários e logo seguida do Natal. Andamos todos loucos com as prendas que daremos e com as que gostariamos de receber.
Menos o Pai. Este ano, estamos a pensar oferecer-lhe espírito natalício.
Os enjoos estão melhores. Já quase não se notam. Só depois do pequeno almoço, depois do almoço e depois do jantar. Já não são permanentes. É bom, não é?
Toda a gente olha para mim, de barriga esticada (como se fosse ncessário esticá-la para se notar a minha barrguita...) e fica desconfiada, mas têm vergonha de perguntar se estou gorda ou grávida.
Já ouvi um: "Outra vez?"
Daaaaaaa.... a última foi à dez anos! Achas que isso foi tipo.... a semana passada?
Ando cansada.
No Natal estaremos de cama a ver televisão e a comer bacalhau versus carne assada deitados/as.
Não haverá uma alma caridosa que me ofereça uma mousse de chocolate para sobremesa na Véspera de Natal, uma vez que eu estarei impedida de fazer algo mais que seja deslocar-me para lá da sanita?
Houve mudanças nos nomes.
Agora vou-me embora que tenho uma Avó louca para comprar uma prenda a um neto e que não me deixa em paz.
Beijos
Setúbal, 20 de Novembro de 2009
17 novembro 2009
E TU QUE NÃO CHEGAS COM O FRIO
As noites, que de repente, já são frias fazem-me acordar sem ti no meu corpo, mas contigo na minha memória. De repente saíste do meu corpo, como se já não quisesses partilhar comigo os segredos que a vida nos deu. Agora só te tenho na memória. Naqueles sítios que sabemos serem só nossos, mesmo quando me recusas vezes sem conta e não me dás os teus braços e onde me finjo acolher em ternuras que sabemos nunca terem sido minhas. Esta noite não vieste. Tal como não tens vindo desde quase sempre. E hoje, quando me deparei com a chuva, o frio, o nevoeiro que não me deixava ver a nesga do rio lá à frente, senti-me ainda mais impotente e cansada de fingir que estavas aqui e que estávamos bem e felizes. Não estás. Não estamos. Abandonámos os nossos sítios e esquecemos as nossas músicas. Fingimos que seguimos em frente mas deambulamos nos caminhos que nos levam a abraços onde podemos fingir ainda mais. Fecho os olhos e é nesses braços que faço de conta que reencontro os teus, de novo. Lá, depois daquela curva onde nos encontrávamos ao final do dia e por onde seguíamos de mãos dadas. Agora a minha mão fica perdida nos bolsos a fingir que procura qualquer coisa e agarra, sofrêga qualquer objecto insignificante, para se manter ocupada, ao passo que a minha boca, agora seca de ti, faz de conta que debita palavras imaginárias para se manter atarefada perante a falta brutal que a tua boca lhe faz. Sinto-me sem ti. Sabes o que é isso? É apenas sem ti. Eu sei. E tu também sabes.
Setúbal, 17 de Novembro de 2009
13 novembro 2009
AGORA FIQUEI CONFUSA COM AS SEMANAS...
Por uns tempos sem fotos.
Não me apetece ir roubá-las, quando tinha tantas maravilhosas.
Tinha ou terei. A ver vamos, quando tiver tempo.
Chegámos às 10 semanas.
Sem grandes novidades.
Nota-se um pequeno (???) melão abaixo do umbigo. Para grande satisfação dos manos e minha.
Já posso usar roupa pré-mamã, mas também a pude usar sempre, afinal tenho um maravilhoso corpo que se adequa perfeitamente a isso.
Mais uma consulta.
Já me começaram a tirar as esperanças de um parto normal.
Já me prepararam para a amniocentese. Se no início fui contra, agora já penso que sim. Alguns riscos devem ser corridos. Prefiro saber a ser apanhada desprevenida nestas coisas.
O Pai está a normalizar. Deixou de tremer convulsivamente. Só tem um ataque aqui e ali. Talvez lhe compre o cão, mas já pode ser um daqueles do Mac Donalds que saem nos happy meals. Os filhos ficam contentes por comer comida de plástico e temos um fim para o brinde que não passa pelo lixo.
Já participa. E já opinou acerca de carrinhos - cores, peso, utilidade.
Ainda não percebeu a diferença entre ovinho e cadeira auto.
E quis saber opiniões acerca da preservação das células estaminais.
As náuseas vêm e vão. Têm dias. Uns melhores, outros nem por isso.
O mano quase grande, com a mania que será pequeno para sempre - eu acho que será mesmo - diz que eu sou preparada.
O que significa? Que preparo tudo com grande antecipação.
O mano quase grande anda a jogar à bola e só discute por causa do nome.
Riu-se com tanto gosto do Bertolino (não fala, não mexe, leva chumbo - desvia-te Bertolino que é um urso).
Beijos e abraços, que hoje não me apetece mais.
Não me apetece ir roubá-las, quando tinha tantas maravilhosas.
Tinha ou terei. A ver vamos, quando tiver tempo.
Chegámos às 10 semanas.
Sem grandes novidades.
Nota-se um pequeno (???) melão abaixo do umbigo. Para grande satisfação dos manos e minha.
Já posso usar roupa pré-mamã, mas também a pude usar sempre, afinal tenho um maravilhoso corpo que se adequa perfeitamente a isso.
Mais uma consulta.
Já me começaram a tirar as esperanças de um parto normal.
Já me prepararam para a amniocentese. Se no início fui contra, agora já penso que sim. Alguns riscos devem ser corridos. Prefiro saber a ser apanhada desprevenida nestas coisas.
O Pai está a normalizar. Deixou de tremer convulsivamente. Só tem um ataque aqui e ali. Talvez lhe compre o cão, mas já pode ser um daqueles do Mac Donalds que saem nos happy meals. Os filhos ficam contentes por comer comida de plástico e temos um fim para o brinde que não passa pelo lixo.
Já participa. E já opinou acerca de carrinhos - cores, peso, utilidade.
Ainda não percebeu a diferença entre ovinho e cadeira auto.
E quis saber opiniões acerca da preservação das células estaminais.
As náuseas vêm e vão. Têm dias. Uns melhores, outros nem por isso.
O mano quase grande, com a mania que será pequeno para sempre - eu acho que será mesmo - diz que eu sou preparada.
O que significa? Que preparo tudo com grande antecipação.
O mano quase grande anda a jogar à bola e só discute por causa do nome.
Riu-se com tanto gosto do Bertolino (não fala, não mexe, leva chumbo - desvia-te Bertolino que é um urso).
Beijos e abraços, que hoje não me apetece mais.
06 novembro 2009
Pai, Mãe e 2 Manos e Meio
E de repente chegámos às 9 semanas (ontem) pelas contas da Mãe, mas 9 a roçar as 10, pela máquina.
Os enjoos cá estão comigo, todos os dias, ao acordar, durante a manhã, ao almoço, durante a tarde, ao lanchar, ao jantar, ao serão e todas as vezes que me levanto para aliviar a mini bexiga que arranjei.
Mas eu tenho a certeza que os vómitos vão acabar por me abandonar, nem que seja lá para Junho, não é verdade?
Os irmãos estão em histeria.
Cada vez mais necessitados de profilaxia com a ideia de que chegará um mano ou mana.
O que vão fazer, como o vão adormecer, planos para brincadeiras, jogos, que lhe vão mudar as fraldas com molas no nariz, que o adormecem na barriga, que vai dormir na cama de um, não, na do outro que é maior, que eles dormem no chão, num colchão de campismo para não acordarem o Bebé.
O realmente engraçado será quando eles virem uma verdadeira máquina de bolsar e que produz fraldas mal-cheirosas - à hora e não fará grande coisa para lá de chorar nas primeiras semanas, desconfio que serei abandonada no final da primeira semana.
O Pai continua a precisar de um cão.
Estou indecisa entre um boxeur ou um pastor alemão, em miniatura e sem pêlos, claro, que já tenho que me chegue a sujar a casa. Ainda pensei num s. bernardo, mas não achei que valesse a pena, afinal se é para dormir abraçado, estou cá eu, grande e fofa e por vezes também peluda. Preciso de um cão que provoque medo, não; antes pavor. A ver se o homem deixa de tremer, antes que alguém julgue (a entidade patronal) que ele me sofre de Parkinson e me mande o homem para casa, com receio de que dê um tiro no próprio pé.
Eu espero (ansiosa) que ele deixe o modo automático.
Começam os planos mais a sério.
Obrigada à Ritinha que me emprestou toneladas de roupa.
És um anjo... mas querida tu és tão petit... que o final da tua gravidez me está maravilhoso agora... ainda assim, fiz umas passagens de modelo aos meus filhos que, maravilhados, nem querem acreditar, ainda, que a anatomia humana torna possível alguém ter um bebé na barriga.
Ainda não se nota - para mal dos meus pecados.
Mas descobri esta manhã, que..... deitada se sente perfeitamente o útero, do tamanho de uma laranja, sensivelmente, logo sobre o osso da zona púbica, arredondado, perfeito.
Portanto, penso que daqui a umas semanas, poucas espero, deixe de encolher a barriga para parecer dois centímetros mais elegante - ou menos deselegante - e passe, sim, a esticá-la, orgulhosamente, para que pareça ainda maior.
Mas agora ainda não o faço, não vão pensar que arranjei este bebé no Entroncamento.
Ainda não chega aos 3 cm...
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