A vida trouxe-nos até aqui ou fomos nós que caminhámos, sós, até este sítio, onde nos encontramos? Nenhum de nós tem a resposta correcta para a pergunta e interrogo-me se será necessária a resposta. Hoje, num dia como todos os outros, em que saímos a correr, voltamos à pressa, dormimos apressados, conversamos, sem dar atenção aquilo que realmente dizemos, nas conversas quase vazias e banais do dia a dia, em que, subitamente, partilhámos um olhar e concluimos que, apesar do tempo a correr, da falta de tempo no tempo de todos os dias, ainda assim nos encontramos, esporadicamente. É nesse roçar da tua mão na minha, naquele limbo entre o sono acordado e o sono dormido, em que nos encontramos e, mesmo não o fazendo, fazemos amor. Com tempo. É o tic tac do relógio, que não pára, são os filhos, as actividades, o corre - corre para todo o lado e esse mesmo tic tac faz-nos vivos e faz-nos envelhecer. Num qualquer momento, em que tivemos de parar para respirar de forma mais profunda, concluimos, ambos, que estamos cansados e ainda agora regressámos à normalidade dos nossos dias. É a falta de hábito, desculpas-te tu, são demasiadas coisas, argumento eu, é a falta de tempo, concluimos os dois. Vale a pena. Os Sorrisos, misturados com os "Despacha-te, que estamos atrasados!", faz de nós pessoas exaustas que não sabem o caminho para a cama depois de 25 segundos de tv em qualquer canal de vendas. Mas também nós sorrimos com as vitórias deles, que também são as nossas.
Nós.
25.de Setembro.de 2009