31 dezembro 2013



Termina agora 2013, mais um ano.
E, naturalmente, há uma tendência inata, em quase todos nós, em olhar para trás e é nesta altura do ano, que de forma mais consciente, repescamos o que de melhor e pior vivemos no ano que termina.
É uma forma de aprendizagem, pelas memórias, cheiros e conhecimentos adquiridos, que me vai permitir gerir um bocadinho melhor do meu (nosso) futuro.
Só percebendo o passado, poderei viver melhor o futuro.
E isto é uma verdade implacável.
Neste ano que termina senti que crescemos todos. Cada momento que vivi, cada problema, cada alegria, cada tristeza, cada certeza. Cada lágrima, cada muro deitado abaixo, cada ponte reconstruída, cada jardim plantado.
Tudo o que sou, o que virei ainda a ser. É a esta conclusão que chego deste ano de 2013: o crescimento. Senti-me crescer profundamente.
Quase sempre sei o porquê de fazer o que faço, agora. E sei lidar melhor com isso. Aceito-me. Não foi um ano fácil.
Perceber que algumas pessoas não estão connosco de forma definitiva foi, sem dúvida, o que me mais custou. O para sempre, é, afinal, mesmo para sempre.
O Passar à porta da casa do meu Pai e saber que não vou visitá-lo há muito, mas que não o poderei voltar mesmo a fazer.
Os que não querem simplesmente trazer-nos no coração foi uma descoberta que doeu mas que me fez não construir muros à minha volta mas desviar apenas as fundações das minhas pontes.
2013 foram as palavras que consegui finalmente verbalizar.
Recordar o sorriso do meu pai com os netos. A gargalhada da minha avó com uma piadola só nossa. O olhar de mar do meu avô.
Os meus filhos. Os meus filhos. Os meus filhos. Sempre os meus filhos, o melhor de mim e para nós.
Cada abraço, cada gargalhada, cada lágrima. Só minhas ou as partilhadas.
A redescoberta da família alargada.
A união e a certeza dos meus amores.
A firmeza da ligação com o meu amor.
Adeus 2013. Sê bem vindo 2014.


12 dezembro 2013

ESTA NOITE



Setúbal, 13 de Dezembro de 2013

Espero esta noite por ti. Mais um par de horas em que te vou aguardar, de olhos semicerrados à espera das tuas mãos, da tua língua, do teu corpo enrolado ao meu no acto simples de fazer amor, conjugado com o silêncio forçado das palavras murmuradas e esmagadas dentro das nossas bocas.
Esta noite vou fazer em ti o ninho do meu amor e deixar crescer em nós o amor que nos tem faltado nos dias e nas noites.
Hoje vou ser tua, como tu tens sido meu nas noites em que não estou.



Nós, no nosso tempo, sem tempo no tempo dos outros

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Os dias passam sempre a correr. Esse é o meu grande problema. O tempo. O tempo que não me deixa sentir-te todos os dias da forma que mereces. O tempo que não me resta sempre para te acariciar o rosto com a barba ainda por aparar de manhã. Para te encher a boca de beijos. O tempo que não me sobra de forma a cheirar-te o aroma do champô de lavanda que te comprei e que tu não gostas, mas ainda assim usas para me agradares. É o tempo que não me resta de forma a abraçar-te de noite e entrar por ti adentro, dizendo-te a cada instante que te amo.
Mas não me sais do pensamento.
O tempo, que devia parar, de forma a eu ter tempo, na correria louca do relógio que não pára, do tic-tac de todos os dias, os segundos que se transformam rapidamente em minutos, os minutos em horas, as horas em dias, os dias em semanas, as semanas em meses, rapidamente não dou por ele e fico sem tempo para me deitar ao teu lado, apenas a ouvir a tua respiração. Apenas para sentir o teu cheiro. Apenas para te segredar, de forma a sentirmos só nós aquelas palavras, que te amo. Que me enches a alma. A vida. E o corpo também. A correria de todos os dias tirou-me o tempo de nos sentir e faz-me sentir saudades de nós. De nós no tempo da praia. Da nossa praia. Em que a enchíamos de amor. Um amor sentido, cheio de prazer e carnal. Em que éramos apenas nós os dois. E não existia mais ninguém em volta. Eram todos invisíveis para mim e para ti, excepto nós.  Só nós escapávamos à invisibilidade de nos amarmos como se o mundo fosse acabar no minuto seguinte.
Não me fartava da tua boca, não me enchia do teu colo. Não me terminava de fazer caber as tuas mãos no meu coração.
É assim que nos revejo vinte anos antes.
Hoje apenas nos vejo atarefados, cheios de interrupções, sem tempo para mais do que um beijo rápido, em que nem nos é possível contaminar-nos com a mais simples constipação.
Sinto-te falta; De quando não dormias cheio de desejo. De quando vivias por mim, cheio de nós em ti.
Hoje não temos tempo, mas sinto-te a falta na mesma.
Sinto a falta da loucura da paixão.
Mas contemplo a maresia calma que tomou conta da nossa vida, hoje.
Esse mar que vem devagar lamber-nos os pés, cheio de doçura, como que a pedir tempo para a nossa atenção.
Reconhecer-nos-emos daqui a alguns anos, quando estivermos a braços com muito tempo e sem o tic-tac do relógio e do dia a dia a atormentar-nos todos os dias?


Setúbal, 8 de Maio de 2012

24 junho 2011

BEBUCAS 3 / O BEBÉ / 1 ANO


O Bernardo é um bebé. Calmo. Doce. Meigo. Que se dá com toda a gente. Vai ao colo de todos. Sorri para todos. Agora tem tido uma graças menos engraçadas, como dar chapadas a torto e a direito, aos Pais, aos Manos e a quem calha.


Finge que chora quando ralhamos com ele, tapa os olhos e deita-se no chão. Depois ri com a gracinha.



Come muito bem na casa da sua ama. Em casa tem dias. Umas vezes sim, outras é mesmo quase só a mama da mãe de que ele tanto gosta.



Já tem 6 dentes e desconfio que lá vem algum dente maior, pois a baba tem sido um bocadinho mais - nada por aí além (não tem sido um bebé babão) e morde tudo o que consegue enfiar dentro da boca e for molinho.



Continua a ter um bigodinho por cima do lábio superior que já não vai desaparecer. É um angioma plano e às vezes disfarça, quase nem se nota, outras é indiscutivel que tem um bigodaço vermelho.



É preguiçoso para andar pois é rápido como um raio a gatinhar. Já vai ensaiando uns passinhos, mas nada por aí além.



Diz algumas palavras quando lhe apetece:



Iii - Ivo



Eiei - Gerinho



mamama - quero crer que sou eu



papapa - quer crer que é o Pai



Ana - Ama (que se chama Ana) mas que só diz quando quer



piu - pombo



e depois um monte palavras numa qualquer liguagem oriental que ninguém percebe.



Já canta (sem ninguém perceber a música) e dança, em pé abana o corpo todo, quando está sentado abana a cabeça de tal forma que poderia até dizer que virá a ser um heavy metal da pesada.



Adora música. Tem uma especial predilecção pela música "price tag", não sei de quem, mas que mal ouve, começa a abanar-se.



Bate palminhas, faz põe-põe galinha o ovo, dá turrinhas, dá cinco, faz adeus, atira beijinhos, às vezes com barulho outras sem barulho, faz o índio. Faz cara de zangado, cara de espanto, cara de triste e mostra os dentes.



Imita-nos a falar ao telefone. Põe-no no pescoço.



Já sabe descer da cama. Sobe e desce do sofá.



Os irmãos parece que estão a ensinar um cão. Faz isto, faz aquilo. A criança fica doida.



Adora água. Enquanto o Pai prepara o banho, é ele que lho dá habitualmente, o bebucas tenta subir para a banheira.



Ri muito.



Não gosta de estar preso na cadeira de papa, na cadeira do carro e consegue virar-se com a espreguiçadeira às costas e vai ter com os irmãos ao quarto. Parece uma tartaruga.



Já partiu um braço ao menino Jesus da Avó Adelaide (que estava colado) e arrancou uma cabeça de uma moldura de prata dos irmãos. Acha imensa graça atirar tudo o que está na banca de cabeceira para o chão.



Atira os brinquedos e espreita à pontinha da cama. Tem cuidado, mas já caíu 3 vezes.


Dorme entre a Mãe e o Pai, porque mama toda a noite e deve achar que a cama dele é uma espécie de parque.


Brinca sozinho, adora peças de encaixe e bolas.


Adora o Pai e os Manos.


Já comeu quase tudo, adora fruta, esparguete, bife de frango grelhado, arroz solto e acha esquisito puré, come mas faz uma cara do tipo, que porcaria é esta? Adora iogurtes e danoninhos. Rói pão e bolacha maria, que é a sua preferida. Vê desenhos animados, mas também vê os canais de música. Gosta mesmo é de ver o DVD do panda e que lhe cantem músicas.


Porta-se quase sempre bem, não é um bebé chorão. Dorme bem e não estranha nada.




É um bom menino.


É o meu menino.


É o meu bebé.

IVOCAS / BEBUCAS 2 / 11 ANOS




O tempo. O tal que não é meu amigo. Que não me deixa ter mais tempo para aquilo que é realmente importante. Os meus filhotes.



O Ivo é o Ivo. E quem o conhece sabe que é assim. O mundo tem prioridades que só ele conhece. O mundo tem ritmos que só ele reconhece. O mundo tem nuances que só ele entende. O mundo é tantas vezes só dele, como muitas outras ele também se perde no mundo.



Está maroto. Muito maroto. Tão maroto que não percebo como é que aquela cabeça de 11 anos estão tão anos luz na malícia à frente de todos. Não lhe escapa nada quando alguém diz algo errado, ele, com um radar gigante que tem para as asneiras, assinala logo... e di-lo de boca escancarada para quem quiser ouvir, o que já me deixou envergonhada algumas vezes.




Continua dorminhoco de manhã. Adormece sempre tarde, porque à noite não tem sono. Acorda sempre com dificuldade, porque de manhã é tão bom ficar na cama.



É defensor dos fracos e oprimidos. E mete-se nas encrencas mais espatafúrdias que alguém possa imaginar. A vida dele seria um filme daqueles de rir. Desabridamente.



É meigo. Muito meigo. Muito doce. Cuidadoso. Mas começa a ter vergonha de o ser. Como se ser boa pessoa fosse motivo de vergonha. As crianças têm as perspectivas erradas. E por mais que eu lhe diga o contrário, ainda acha que os amigos têm mais razão.



Nunca arruma a mala para ir de férias. Mas é ele que organiza os lanches todos os dias para ele e para o irmão mais velho. Leva o santo dia a ser chamado pelo irmão que o crava para tudo e mais alguma coisa. Ivo, vai -me buscar o jogo, ivo vai-me buscar um iogurte.



Zanga-se com coisas sem importância. Fica magoado por outras importantes: o mano não me deu um beijo quando cheguei. O mano não me chama mano, chama-me ivo na escola.



Não gosta de perder.



Fala pelos cotovelos. Muito depressa. Tão depressa que não o percebemos, e como tem de repetir tudo não sei quantas vezes, esquece-se do que ia dizer e acaba por desistir. Conta estórias intrincadas - nas quais nos perdemos e ele também - e gosta de ver filmes de terror e coisas parvas na internet.



É bruto com o mano bebucas 3 - e com todos em geral - com quem tem brincadeiras que por vezes roçam os limites da brutalidade, mas ama-o incondicionalmente, embora lhe tenha vindo roubar o estrelato do mais pequeno. O bebucas 3 acha que é giro dar-lhe chapadas. E riem que nem dois malucos à solta no Júlio de Matos. Gosta de ver televisão. Simpson é a série preferida. Horas a olhar para a tv quase a babar.



Aprende inglês com uma facilidade surpreendente. Apanha quase tudo o que se diz e traduz.



Esquece-se do material escolar, perde o material escolar, dos recados, dos testes, das chaves, do telemóvel, da roupa no balneário o que se traduziu em muitas faltas de material ao longo deste ano, muitas perdas e muitas orelhadas também.



Mas foi um aluno muito esforçado e trabalhador. O seu empenho deu frutos e surpreendeu muita gente que não apostava num aluno como o Ivo. (Parabéns meu grande Amor doce).



Continua a chocar com as portas. A distracção não tem limites. Cai da cama a dormir e acordado também.Veste a roupa ao contrário e tem um coração do tamanho do mundo. Zanga-se hoje mas amanhã já não tem rancor.



Mas não se esquece se lhe baterem. E não perdem por esperar, porque ele vai bater quando puder.



Andou à pancada algumas vezes na escola. Diz que quase sempre por causa de outros.



É namoradeiro. Mas inconstante. É destemido. Por vezes matreiro. É meloso. É sensível e vê coisas que nós não conseguimos ver. Faz conchinha comigo na cama e é o único que dorme comigo assim. Gosta de contacto fisico como eu.



Fala com o olhar e basta-me olhar para ele e diz tudo com aqueles olhos castanho escuros amendoados. Temos uma ligação de amor/ódio, pois queremos sempre falar os dois. É parecido comigo. E tem medo de andar de carro comigo.



É quem me sente sempre no fio da navalha e me dá a mão quando não estou bem. Não tem medo e não se fecha, não foge e não se afasta. Ainda não cresceu, embora ele queira crescer à força.





É um bom menino. O meu menino.

GEROCAS / BEBUCAS 3/ 13 ANOS






Direi sempre; O Tempo não é nosso amigo.



Passa a correr e não o temos - o tempo. Os dias passam, uns atrás dos outros e assim, de repente têm 13, 11 e 1. Já passou este tempo todo? Como é possível?



Os meus meninos estão grandes. O bebucas 1, o menino quase grande está um adolescente - não dos piores (o que me assusta profundamente - como serão aqueles armários gigantes em que os adolescentes problemáticos se enfiam?) o que muito me satisfaz. Lá vai limpando o seu quarto, muito resmungão, faz a cama, muitas vezes mal feita, deixa sempre uma meia de fora, o pijama de fora, os ténis a espreitar, uma mochila esquecida, mas nada que 2 gritos (não muito altos - pois que se ofende com facilidade) não resolvam rapidamente. É muito meu amigo e temos uma grande cumplicidade. Excelente condutor, é o mais perfeito co-piloto, a quem amo levar ao lado quando vou a conduzir (o que dá pano para mangas - isso é um post gigante só por si).



Ajuda muito com o bebucas 3, com quem tem brincadeiras engraçadas - embora os urros agora andem na moda lá por casa - e só não muda fraldas, pois desconfio que não conseguiria pôr a fralda sozinho e limpar rabos sujos.



Ajuda em casa q.b., às vezes mais forçado, mas sabe fazer muita coisa, embora tenha sempre de ser recordado com listas intermináveis de coisas por fazer - se não constar especificamente é capaz de não fazer, do tipo: apanha a roupa do chão não é exactamente a mesma coisa que apanha a roupa no chão que está caída atrás do puff...




A escola, pois a escola... isso é outra conversa, o que me entristece. Tem capacidade para muito mais, opinião da Mãe, do Pai, da directora do ATL, dos professores em geral. Mas os 50% abundam e é suficiente para passar. Detesta inglês e não me parece que alguma vez vá saber o básico. Repetimos à exaustão: dish washer - dias depois: a medo: dish cleaner?



Não dá o braço a torcer: afinal o espanhol não foi uma boa solução; "mas eu até gosto". Mas temos esperança, talvez lá para o ano saiba mais algumas coisas...



Educação Visual e Educação Tecnológica é uma nódoa no seu currículo, não sabe desenhar, não quer saber e não se esforça nem um bocadinho para fazer o básico.



Dá beijinhos e é cuidadoso. Quando está para aí virado é um doce de menino.



Tem um vício: agarrado à playstation nalguns dias como se não existisse amanhã. Foram levantados os embargos agora que a escola terminou... em tempo de escola não podem jogar a seu bel-prazer, agora tem-se desforrado...dentro de dias farta-se e volta a jogar e ignorar o brinquedo o resto do dia.



Por vezes é calão. Leva o santo dia a chamar pelo irmão: Ivo, põe lá isto na mochila. Ivo, já fizeste os lanches, Ivo, traz-me um bolo, Ivo, tira-me uma caneca, Ivo, isto, Ivo aquilo.



O Ivo tem de fazer aquilo que ele quer. E o Ivo, regra geral, até faz. (Dá-te por feliz teres um mano assim, eu cá, mandar-te-ia dar uma volta).



Acorda cedo e não fica a passar o dia na piscina para eu não regressar sozinha a conduzir para casa.



Já lhe podia dar a chave do carro que ele quase de certeza que saberia levar o carro. Dá ótimas indicações: agora viras para a esquerda, fazes marcha atrás com o volante assim, fazes assado, e voilá, o carro está muito bem estacionado!!!



Anda preocupado pois tem um dente definitivo no céu da boca - aqueles dentes ficar-me-ão uma verdadeira fortuna... - e tem receio de ter que ser operado ou ficar desdentado.



É um bom menino. O meu menino.





BEBUCAS 3


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O Bernardo já fala ao telefone. Claro que o faz por imitação, tanto mais que põe o telefone no pescoço... mas já percebeu a engrenagem da coisa. Mas, por estranho que pareça, não acha graça nenhuma quando estamos ao telefone e tenta atirá-lo ao chão... É como quem diz, estou a aqui e estás a falar com outro. Toma lá uma sapatada...



Está lindo o meu bebucas, não está?



Setúbal, 24 de Junho de 2011

30 maio 2011

PARABÉNS A VOCÊ....



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O Bebucas 3 fez um ano. Passou a correr. No outro dia era um bebé pequenino, que não dava quase trabalho nenhum, hoje está um reguila; Dança, gatinha, ensaia os primeiros passos, tem 6 dentes, grita, bate palmas, finge que chora, adora o banho - tenta subir para a banheira quando o Pai prepara a água na sua banheira - e come de tudo.





Um muito obrigada a todos.



29 maio 2011

MIRANDO DO CORVO




TEMOS CAMPEÃO!!!




O Ivo ganhou a competição na categoria dele: - 35kgs em ligth kick! É campeão nacional!




Foram horas muito díficeis.


O tempo de espera é muito, eram centenas de atletas (eram 750) a competir em 6 tatamis e 4 ringues.


Todos ao mesmo tempo.


O Ivo saiu-se bem, tanto no primeiro como no segundo combate. Era para ter mais combates mas houve desistências. Portou-se muito bem, parecia um canguru aos saltos. Muita perna, braços que nunca mais acabava.


Deu-me pena dos outros atletas, dos muitos que perderam. Mas dar-me-ia muito mais pena do meu pequeno herói quando chegasse ao pé de mim, a fungar e os olhos brilhantes a jurar que lhe tinha entrado qualquer coisa no olho... E quem é Pai ou Mãe compreende-me muito bem.


Saímos de casa Às 4h30 da manhã, viajamos até às 8h30, sensivelmente, com um bebé (que se portou como um anjo) e o mano grande.


O ivo ainda dormiu no carro, grande parte da viagem e fiquei preocupada por ele ir lutar depois do desconforto de uma viagem grande e de uma noite mal dormida.


Mas ser novo e ter sangue na guelra dá nisto. Ficou bem em todas.


Todos os colegas aparecem em blogs, fotos, youtube, menos o meu bebé nº 2. Mas pronto, estamos cá nós para vos mostrar o Campeão, com a camisola do VFC.


Fomos literalmente à descoberta, sem local para dormir, o Gerinho em plena histeria porque diziamos que iriamos dormir no carro, mas acabamos por ficar na pousada da juventude da Lousã, que aconselho vivamente, pois é maravilhosa.


Agora o resto: as filmagens não são grande coisa: a mãe tremia e o pai estava ainda pior. Os manos um tentava atirar a camara ao chão (bebucas) e o outro apontava para o chão (gerinho).


Muitas vezes esquecemos de acompanhar o movimento dos atletas, eles iam para a esquerda e nós ficámos a filmar na direita e vice versa. Mas Pai e Mãe sofrem, e eu, pesssoalmente, nem conseguia gritar. O Pai ia tendo um ataque.


Os atletas no sábado chegavam, bonitos e lavadinhos.


No domingo de manhã era ver costas esgatanhadas, olhos negros, sobrolhos abertos, gente a coxear, sacos de gelo por tudo quanto era sítio.


Mas valeu a pena.


O Ivo está com o coração e a alma cheios.




Parabéns filhote.




Miranda do Corvo, 28 e 29 de Maio de 2011


DECLARAÇÃO DE VENCEDOR





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ACHO QUE FOI O MEU FILHO, ACHO QUE FOI O MEU FILHO....





FOI O MEU FILHO!!!!

2º COMBATE




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Os nervos são muitos.




Custa muito.




Temos pena do outro atleta, mas queremos o melhor para o nosso bebé 2.




O coração parece que vai saltar do peito, descer a bancada e vai lá ao tatami bater em todos também....

AQUECIMENTO



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Aquecimento do 2º combate... Pai treme, Mãe tremelica, Gerocas torce as mãos e tem palpitações, Bebucas grita desalmado e bate palmas!

1º COMBATE




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O 1º combate do Ivo.






Suei as estopinhas aqui...






19 maio 2011



Hoje, de repente, tive saudades de te escrever. A ti. Àquele amor que me enchia as noites de dúvidas existenciais, que se me impregnava na pele e se recusava a sair-me dos sonhos, dos idílios e do pensamento.
Toda a minha vida girava à tua volta.
Não respirava sem ti. Não vivia sem ti. Não sonhava sem ti. Não pensava sem ti. Não funcionava sem ti. Era de ti que vivia.
De repente descobri o mundo para lá de ti. E deixaste de ter a importância que só eu te atribuí, durante anos. Dias e dias a fio, a respirar com dificuldade, julgando que não poderia viver sem ti, com a certeza absoluta que as finas linhas que nos ligavam se rasgariam no momento em que tirasse os olhos de ti, em que tirasse o pensamento de ti, como se fosse eu que te forçaria a estar ligado a mim.
Mas não. Pelo contrário. Era eu que me forçava a estar ligada a ti. Obrigando-me a não viver, a não respirar, a não sorrir, amedrontada de não te ter. Mas, por isso mesmo, nunca te tive. E foi assim que um dia me dei conta do imenso vazio que trazia no teu lugar, completamente vago ao meu lado. Eras feito de uma matéria refractária, a que nem os sonhos querem pertencer.
E assim, um dia ao acordar, olhei para a janela e vi um sol esplendoroso e achei que deveria respirar. Olhar à volta, aproveitar aquela luz maravilhosa que enchia o céu naquele dia, encher os pulmões do ar que não era rarefeito, finalmente – eu é que o fazia – e voltar a viver.
Apeteceu-me sorrir.
E voltei a sorrir. Assim, subitamente.
E, quando olhei para o lugar ao meu lado, que era o teu e que afinal esteve sempre vazio, vi que uma chama o enchia de uma luminosidade fantástica. E aquele lugar vazio agora não seria difícil de arrastar comigo.
E foi assim o princípio do nosso fim. Do fim da tristeza que me enchia os dias e as horas da falta que te sentia e do vazio que não aceitava e que foi a única coisa que me deixaste a encher a vida depois da tua ausência que foste sempre em mim. Mesmo quando estavas comigo.

Setúbal, 19 de Maio de 2011

28 abril 2011

Manos grandes



O Pai e a Mãe



O meu pula pula



O meu primeiro chupa



Obrigada Titia Sandra (por tudo)




Migalhas? É minha!!!

Durmo em qualquer lado, prova fotografada. De preferência da forma mais estrambólica!





Estou a fingir... mas não me importava de beber uma cuba libre....




Cabelinho à maluquinho...





Ai... ai.... la cuba libre





Lamento filho, mas prometido é devido: o manicómio é a minha casa!!!










26 abril 2011

DIA - A - DIA





















Quem quer saber ?


Fazemos quase tudo em modo automático. Mentira. Mas não faltará tudo para lá chegar. Durante a noite juro que dou de mamar em modo automático, consigo dormir com a cabeça pendurada ou durmo com a cabeça apoiada no braço ou mesmo com a cabeceira da cama - de madeira - a fazer de almofada.


Também juro que toda a minha coluna parece uma estrada de serra (das mais antigas que possam imaginar - começando cá em cima na cervical, estaríamos completamente cobertos de vómito no cócix).


Então vamos lá:


1. O marido descobriu as delícias de dormir cedo; Está de tal forma apostado em recuperar o tempo perdido, que ontem adormeceu às 20h e acordou hoje às 7h30, com o despertador Mulher / Mãe aos gritos. Sim, porque a mulher perfeita, moi, também grita. Podem perguntar à minha vizinha de baixo.
Faz trabalhos menores - como arrumar a loiça da máquina, que ninguém vê, por isso é sempre acusado de não fazer nada.
Adora o sofá e adormece, inevitavelmente, quando vai adormecer o Bebucas 3.

2. Filho quase grande: muito amuado pois foi obrigado a ir ao ATL durante todas as férias (mentirinha... foram 6 dias - mas para ele foi o fim do mundo). A mãe castradora foi má e como ele teve notas medíocres - 4 a Educação Física, 2 a Visual e 3 às restantes disciplinas - castiguei-o. Não há férias. Trabalho, muito trabalho e nada de vara larga na Comporta.
Fui rotulada de MÁ.
Não faz mal filho, mas acho que não me virás agradecer, uma vez que não tens nenhuma disciplina que seja apenas jogar à bola.
Toma conta do irmão pequeno que é uma maravilha e faz uns ovos mexidos que é uma maravilha.
Também faz uns hamburgueres maravilhosos, daqueles verdadeiramente junk food, que é só aquecer 1 minuto no micro-ondas e me têm salvo os imensos dias em que não me apetece cozinhar (uns dias hamburguer, outro pizza e sei lá o quê mais - sou MÁ).
às vezes estupidifica mas faz parte da idade.
Caíu e ia partindo a boca. Não partiu, mas à conta disso descobrimos que têm um dente escondido a estragar os outros - e ainda dizem que não há males que vêm por bem?
Marca golos - alguns - dá erros sofríveis a português, que fazem doer a alma à calçada, mas está giro. Também dá respostas que seriam dispensáveis e habilita-se a levar uma lambada de vez em quando, mas julgo que faz parte da idade.
Continuo a dizer - baixinho - que em comparação com os colegas é um doce.

3. O filho quase grande, com a mania que vai ser bebé para sempre a coisa não anda muito diferente. Fala tão depressa que não percebo metade daquilo que diz, por isso as nossas conversas enlouquecem qualquer um; Repetições até à exaustão ou então acabamos por nos calarmos (eu - porque ele não desiste).
Quando leva um arreganho vai a correr fazer as coisas: às 23h decidiu ir levantar a mesa. Mais vale tarde que nunca, não é?
Faz os lanches para o mano que se aproveita dele.
Toma conta do Bebucas mas desconfio que o faz ficar meio maluco com os saltos que dá com ele.
Não cozinha. Mas arruma a roupa.
É esforçado na escola e teve 2 a Música - o professor acha que ele tocaria melhor flauta com os pés - a EVT e a Português (o que não percebi - pois os testes são dúbios; Insuficiente - Escrita / Suficiente - Leitura - quem me explica estes testes????). Teve 4 a Educação Física e a Moral (não percebo como - uma vez que ele mete as maões pelos pés quando me vai contar a estória do Menino Jesus). 3 às restantes disciplinas.
Não foi nada fantástico, mas como sei que é um aluno super esforçado e com algumas lacunas, fiquei muito contente e até acho que alguns professores lhe deveriam ter dado a nota que iria fazê-lo trabalhar um pouco mais. Mas eles é que sabem. Eu sou a MÁ. Por isso, levou as férias a caminhar para o ATL, choramingando as dores do mano que não queria ir. Para ele está quase sempre tudo bem.
Fala que se desbarata. Come quase mal. Faz sumo aguado. Fala bem inglês (aprende com os Simpson e Family Guy). Continua no kick e prepara a ida ao Nacional (eu ainda ando a cozer se irá ou não).
Está bom e recomenda-se.

3. Filho bebé, é um bebucas, é um doce de menino com laivos de mimado. Come de tudo e bem na ama - outro amor na minha vida - mas em casa só está pendurado na mama, dando-se até ao luxo de bolçar e voltar a mamar; resultado: o tapete da sala está às bolinhas. Dorme bem se tiver a mama por perto e temos um acordo: ele deixa-me dormir e eu deixo-o mamar. Não usa chucha - para quê uma coisa de plástico se tem uma que deita leite? Com a mãe come mal quase tudo, sopas, papas, à excepção de iogurtes que ele adora.
Brinca muito sozinho, mas adora companhia. Adora desmontar brinquedos empilháveis (atirá-los ao chão será a melhor descrição) e apanhar migalhas do chão. Também come muito papel.
Já luta contra o sono mas não se safa com pais dorminhocos, ele ri-se e nós ressonamos. Já os irmãos não o podem ouvir ressonar que se levantam para ver o que tem ele.
Dá-se bem com toda a gente, é sorridente e parece-me muito feliz. Adora colo, outras crianças, ri-se muito para os irmãos.
Faz adeus, chama a ele, faz o põe, põe galinha o ovo e dá turrinhas - mas quase sempre só quando quer.
Não me parece dizer nada, embora associe o som nana aos irmãos e ãe a mim. Mas pode ser só sugestão.

Faz umas festas de mão fechada que nos fazem ver estrelas e dá beijos de boca aberta. Também morde, em especial quando quero tirar-lhe a mama da boca para me virar para outro lado.
Já me despe (salvo seja) quando quer a mama e até no banho mama.
Está óptimo. Não é gordo, mas tem umas regueifas agradáveis nas pernas.
Já bebe leite de vaca, de biberon, do meu e já comeu praticamente de tudo.
Tem 11 meses, praticamente.


Estamos bem.
Sem tempo.
Mas bem.

15 março 2011


Cachorro... por vezes morde e rosna. Também chora.
Quase sempre sorri e ri desalmadamente.
Carnaval, 7 de Março de 2011

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O Ivo é campeão Regional de light - kick.

Por favor, soem as palmas.

Parabéns filhote!

Setúbal, 12 de Março de 2011

10 fevereiro 2011


Ivo: 11 anos:


É chato. Muito chato. Fala - muito mais do que eu. Cansa até à medula. Faz as asneiras mais descabidas e se houvesse, ganharia o prémio de maior número de asneiras cometidas em menos tempo possível.
Faz de conta que não houve quando preciso de ajuda e calha-lhe sempre a ele despejar o balde.
Mas, entre toda a maluqice dele é:
Um menino muito esforçado.
No ATL quando a monitora sai, ficam todos doidos e ele continua a trabalhar, pois quer ser um aluno melhor.
É um doido por desenhos animados como os Simpsons e Family Guy, os quais não acho gande piada.
É preciso incentivo para tudo: Ivo vai tomar bnho. Ivo arruma a mochila. Ivo, despacha-te a comer.
Mas, ajuda muito o irmão; faz-lhe a cama, muitas vezes sem ele lho pedir, arruma-lhe as botas e os sapatos, põe a mochila dele no sítio e faz-lhe quase todos os dias os lanches.
É meigo, beijoqueiro e diz as coisas mais disparatadas mas doces e lindas.

Troca as palavras e inventa-as. É de morrer a rir com ele por perto, pois é um palhaço que adora fazer rir à volta dele. É isso ou morrer de dor de cabeça porque não se cala!

GERINHO - 13 ANOS


Ludgero, 13 anos:
Só pensa na bola.
Só pensa na bola.
Só pensa na bola.
Só pensa na bola.
Também pensa no Sporting.
E em tácticas de jogo.
É um fanático da bola, não se esforça grandemente na escola, a não ser que tenha a ver com bola. Fiz um acordo com ele, sobes as notas e deixo-te ir jogar à bola nos dias em que tens aulas à tarde à hora de almoço - e sempre que não tiveres testes.
Subiu... 1%, 2%, 3%...
Teoria dele: "Estou a cumprir o nosso acordo"
Teoria da Mãe: "Toma lá, que já te tramaste"
Não gosta lá muito do ATL, onde é obrigado a pensar e a trabalhar noutras coisas que não a bola.
O que é uma pena, pois poderia ser muito melhor aluno.
É uma criança feliz, principalmente se tiver uma bola nos pés.
Agora, no futebol, é um dos matraquilhos.
Recebe 5,00€ por cada golo.
E devo-lhe não sei quantos meses de semanadas.
Está sempre a cravar o irmão para fazer as coisas dele - cama, apanhar a roupa do chão, levar-lhe as toalhas, fazer-lhe os lanches da escola, arrumar-lhe os sapatos.
É meigo, gosta de comer e de brincar na Comporta.
É friorento, gosta de lençóis de flanela no Inverno e de se enrolar nas mantas.
Às vezes responde torto, mas regra geral é doce.
É amigo do seu amigo e tem muitos.
É desarrumado.
É leal.
Adormece o mano com facilidade e toma conta dele com atenção.
Está tão crescido.

8 MESES



Bernardo, 8 meses e uma semana:

Já levanto o rabo, quase quase a gatinhar.
Já tenho dois dentes.
Já tive duas constipações, uma otite e uma infecção bacteriana.
Palro muito, quase sempre.
Reajo bem às vacinas, como bem sopa de peixe e de carne.
Já introduzi praticamente todos os legumes, gosto muito de sopa de aipo.
Como perú, frango, coelho e borrego.
Adoro peito de frango, assim, dado à boca em pedacinhos pequeninos.
Já como massinhas e arroz na sopa.
Adoro fruta, em especial maçã com banana.
Sou guloso com iogurtes - qualquer um.
Já me sentei sozinho esta noite na cama.
Gatinho para trás, às vezes.
Para apanhar alguma coisa que quero, parece que estou a fazer entre uma espécie de natação de bruços e mariposa...
Acordo por volta das 7h, mamo (mama da minha Mãe) vou para a minha super Ama e faço uma sestinha a meio da manhã, como um iogurte, almoço, brinco, volto a dormir, lancho, brinco outra vez, às vezes faço uma sestinha ao final do dia, no carro, enquanto a mamã leva os manos às actividades, tomo banho quando chego a casa, janto, espero enquanto o resto da família janta - geralmente petisco pão ou bocadinhos da comida deles - e Às 21h30 vou para a cama. Regra geral adormeço por volta das 22h, depois de brincar e mamar.
Durmo com a Mamã e com o Papá, para lhes facilitar a vida e ser mais fácil para mim mamar durante a noite. O que eu adoro...
Porto-me muito bem.

Setúbal, 10 de Fevereiro de 2011

Obrigada tia Aida.

08 fevereiro 2011


Meu querido Amor,



Hoje é um dia como outro qualquer. Um dia em que acordámos, não tivemos tempo para nada, não nos beijámos com ardor, não nos abraçamos com vigor e não foi ainda hoje que tivemos tempo de agendar o dia, a hora e os segundos que iremos reservar num futuro algures para termos tempo para nós. Hoje é um dia como qualquer outro. Mas é o dia em que te digo Amo-te. Não porque não te diga todos os dias. Ou quase todos. Mas hoje, porque simplesmente é hoje, digo-te de boca e de coração cheio: AMO-TE.

Não te tenho mais que nos outros dias, não tenho menos, também. Não pensei mais em ti do que é normal no meio das tarefas que todos temos nos nossos dia-a-dia. Ainda não tive tempo para pensar no que vou fazer para o jantar, já senti um calafrio ao recordar que irei a conduzir sozinha para casa - ainda não te agradeci por me teres convencido, pois não? - estou cheia de trabalho amontoado na minha secretária, mas lembrei-me de parar um pouco para te dizer: AMO-TE.

Sei que to digo quase todos os dias e, embora me tomes como certa na tua vida, nada existe que dure para sempre. É bocadinho como aquela flor que me ofereceram no nascimento do Bernardo, que está em cima do frigorífico, tens a paciência de cuidar dela, amorosamente, regando-a, mudando-lhe o sítio para ficar mais ou menos ao sol e não é que para espanto meu, ela voltou a florir à semanas? É uma violeta.

Se eu não cuidar de ti, também tu não cuidarás de mim.

E, embora eu me recorde mais vezes, tu precisas sempre de uma lembrança. Por isso aqui estou.

Hoje é o dia em que parei para te dizer que te AMO.

Hoje é o dia em que te digo que tenho saudades de te amar.
Hoje é o di em que te digo obrigada por existires na minha vida.

Setúbal, 8 de Fevereiro de 2011

04 fevereiro 2011

GEROCAS


De repente assustei-me.
Tomei verdadeira consciência: 13 anos. TREZE ANOS. Repeti devagarinho, várias vezes ao dia, todos os dias até ao dia 4 de Fevereiro. E embora já tenham passado vários dias, ainda não me consciencializei do número que agora também faz parte das nossas vidas.
És um doce.
Mas tens cá um feitiozinho.... Vai lá, vai....

Mas és mesmo um doce.
Se continuares assim, a vida, com certeza, não te irá desiludir.
Claro que temos sempre de ultrapassar alguns percalços. Faz parte da existência.
Mas vejo-te feliz e a crescer. E isso, sim, é o mais importante. Isso e aprenderes a atares as botas da bola e a arrumares o pijama que fica sempre no chão.

Mas és um doce meu filhote.

Setúbal, 4 de Fevereiro de 2011

25 dezembro 2010

NATAL


O Natal este ano foi um bocadinho triste.
Também foi, claro, muito feliz.
Mas este ano pensei muito nas pessoas que já cá não tenho.
E isso pesou-me. Pesou-me na Véspera de Natal, ao almoço, ao jantar, na falta das rabanadas.
Mas este é o percurso natural da vida, quer queiramos, quer não. É assim que a vida nos faz mais fortes ou mais fracos.

A mim tornou-me mais forte. Mas este Natal tive particularmente pena de que o Bebucas 3 não vá nunca conhecer o meu Avô. Não conhecerá a sua bengala esticada para o fazer tropeçar, caso se portasse mal, não vai conhecer um sorriso maravilhoso.
O Bebucas 3 não vai recordar a minha Avó, pois ela esteve cá pouco tempo com ele. Não vai saber a que sabem as rabanadas da Avó, nem comer omeletes de miolo de camarão feitas por ela. Não se vai deitar na cama de casal, sem se poder mexer, quando estiver doente, ao lado dela.
O Bebucas 3 não vai conhecer o meu Pai. Não vai saber que aquele Avô foi um super Avô e que iria amar de morte também aquele Bebucas. Sei que ele olha por ele, lá de cima. Mas custa-me saber que ele não irá andar no seu velho BMW, não vai achar moedas no carro dele, não vai comer massa de peixe, nem cozido à portuguesa, nem vai beber compal de pêra ao café do chico com o avô.
O Gerinho acha que ele iria ver todos os seus treinos e jogos de futebol. Que ele seria o seu maior admirador. Não tenho dúvidas. É a única forma de verbalizar o avô.
O Ivo só tem um vazio. Sente-lhe a falta. Do bigode, da comida, do carro, do ovo kinder que o avô lhe dava nos anos. Os pormenores que ele não esquece e que me doem magoarem-no tanto.
O Bebucas 3 não vai conhecer o Pai do Pai. O Avô Silvino. Teriam os melhores Avôs do Mundo, os meus filhos se cá estivessem ambos.


Mas foi Natal.
O primeiro do Bebucas que esteve, estoicamente, acordado, a tentar comer papel das prendas que foi a única coisa, pela qual ele mostrou verdadeiro interesse. Isso e tentar arrancar as bolas da árvore de Natal, cada vez que passou por ela ao colo.

Feliz Natal para todos.

15 dezembro 2010

SUSTOS







Um ano que findou com um grande susto.
A maioria está a par que o Bebucas esteve doentinho, com uma suspeita de meningite, uma maldita bactéria que andou para lá a chatear um bebé tão lindo e obrigou-o a passar por uma punção lombar. Já passou. foram uns dias um bocadito dificeis, mas já os ultrapassámos. Foram 6 dias a correr entre o hospital, pai e mãe a trocar de lugar, a avó a substituir a frente de batalha com os mais velhos. Mas superámos esta prova delicada. E terminámos o ano doentes e também o começamos assim. Quando não foi o Bebucas 3, foi o Bebucas 2, o Bebucas 3 também já alinhou este ano, o Pai e a Mãe. Já fomos todos ao médico este ano. Simples febre, diarreia aguda ou simples, vómito persistente ou dissipado, constipações, gripes, estreptococos pneumoniae, lesões musculares, tendinites, queimaduras do frio, frieiras, gastroenterites, problemas ósseos, dores de crescimento.... tem sido um ano profícuo em doenças e fazer a farmácia lucrar. Pena a minha carteira não estar ao mesmo nível.
Mas pronto, depois de um grande susto (e muitos pequenitos) chegaremos lá. Ao Verão. E tudo melhora. Primavera, onde a
videondas?