04 Fevereiro 2010

ANIVERSÁRIOS - 12 ANOS

Hoje também faz 22 semanas. Certinhas. Minhas. E agora também dos médicos.
Mas hoje o dia é só do Ludgero.
O meu lindo Gerocas já fez 12 anos.
A esta hora, precisamente, 14h30m, via o mundo, pela primeira vez, do lado de fora da barriga da Mãe.
O meu lindo Amor está crescido, mas não deixa nunca de ser o meu bebucas nº 1.
Já faz ovos mexidos (sem cascas - ao contrário do Pai) e parece que se mexe à vontade na cozinha.
Está despachado, sabe aspirar e organiza todas as noites a sua roupa para o dia seguinte. Faz o saco do futebol - quase sem gritos e organiza as suas coisas, embora o rasto de areia que me deixe na cozinha o denuncie sempre.
Algumas vezes, enche-se também de paciência e adormece o bebucas nº 2, ou seja o mano quase grande, mas que tem a mania que será equeno para sempre; faz de Mano grande à séria: dá um braço esticado para o Mano adormecer nele e deixa-o enroscar-se a fazer conchinha - embora não goste de se sentir apertado e não adormeça assim "agarrado" - para me deixar descansar mais uma hora.
Está crescido. Está a ficar um pré-adolescente. Qualquer dia começa a ter pêlos - em várias zonas (que ele jura já ver).
Quis de prendas umas botas novas de futebol, jantar choco frito e uma moeda de 1€ para comprar chupas - chupas aos colegas.
Estás grande meu Amor. Mas serás sempre, também, o meu Bebé.
Foi a esta hora que te vi pela primeira vez e que senti o meu coração inundado do melhor Amor do Mundo.

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29 Janeiro 2010

AINDA DO TEMPO

Pois é... o tempo, esse malandro que passa a correr, deixando marcas (cada vez mais visíveis - as minhas rugas que crescem e os brancos que aumentam) continua a correr. Em todos os sentidos.
Se por um lado transbordo de felicidade, pelos motivos que todos bem conhecem, ando triste com uma notícia de que poucos sabem.
Para ti, causa da minha preocupação: as fadas são seres reais. Também choram, sofrem e não tarda serão outra vez muito felizes.
Chegámos às 21 semanas (e um dia). Agora a contagem é decrescente, faltam 17 ou 18 semanas. Ainda falta e já tenho saudades. Destas nossas conversas. De ler alto para ti. Das tuas respostas em forma de cambalhotas salpicadas de karaté. Mas, por outro lado, a curiosidade é enorme de te conhecer. De te ter nos braços. De te saber se chorão, se calmo, se comilão, se bebezinho, se bebezão.
Os manos andam enlouquecidos. Tudo é uma loucura. Ficas envergonhado ao pé deles e sossegas.
Voltámos a ver-te. Naquela imagem distorcida, a preto e branco, ver o teu coração a bater enche-nos de vida e a alma de esperança renovada. Ver o teu nariz, os olhos, as orelhas, as pernas, os dedos das mãos e dos pés, as tuas entranhas, todas as medições, altura e peso faz-nos sentir ainda mais orgulho de sermos teus Pais. E esperamos cumprir bem essa tarefa.
Pareces irrequieto e espero que essa língua de fora e a mão à frente da cara não sejam um sinal de que não gostas de ser fotografado.
Quase 400 gr. de gente a caminho dos nossos braços, que estão abertos para ti, à tua espera.
A Mãe, o Pai, o Mano quase grande e o Mano quase grande, com a mania que será pequeno para sempre e que te amam muito.
Setúbal, 29 de Janeiro de 2010

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AS FADAS, AFINAL, USAM BATON

Para ti, fada, que afinal usa baton, sabes que estás sempre no nosso coração - e nos de muitos outros - e que, embora não o pareça, a distância não aparta aquilo que os grandes Amores uniu. Para sempre.
Mesmo que pareça longe. Mesmo que pareça frio. Mesmo que pareça distante.
Os corações são, sempre, do tamanho do mundo.
Sempre, para ti.
Tua, ainda, num campo de flores amarelas.
I.
Setúbal, 29 de Janeiro de 2010

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21 Janeiro 2010

20 SEMANAS

Sem delongas e sem fotos ainda.
Mas chegámos hoje às 20 semanas.
Estamos a meio da nossa jornada. Oficialmente.
Daqui em diante a contagem é decrescente.
Já só faltam 19 semanas para te conhecer.
Estamos perfeitos.
Setúbal, 21 de Janeiro de 2010

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OS NÓS DA NOSSA VIDA

O tempo que me consome e me devora todos os dias. As horas não me chegam e tu, que agora estás quase sempre lá, dizes-me ao ouvido; "estás feliz?", e eu, silenciosamente, com os olhos nos teus, respondo-te com o coração na boca e o peito a explodir do que partilho contigo. "Tão mais que ontem, tão menos que amanhã". Um verdadeiro cliché. Mas cheio de verdades que só nós sabemos serem nossas. As palavras faltam-me. É verdade. As tristezas deram lugar a tantas outras alegrias, tão mais preenchidas de vida e cheias de nós. Nós, os verdadeiros eu e tu, acompanhados dos eles que vieram também de nós. E os nós, também esses, que levávamos a vida a desatar, sem nunca chegar a lado nenhum. Agora levo os dias e em especial as noites, a percorrer esses nós, reforçando-os um a um, certificando-me que eles estão bem amarrados e sem o leve indício de se desatarem. De nos desatarem.
P.S. - Sei que te digo quase todos os dias, mas amo-te nunca é demais, pois não?
Setúbal, 21 de Janeiro de 2010

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18 Janeiro 2010

IVOCAS

Fim de semana. I
Domingo de manhã, os três na mesma cama, beijos e abraços com lostívias à mistura:
Gerocas - Tomá lá uma lostívia (chapada, bofetada)!
Ivocas - Epá, isso é como se chama também ao que os padres dão às pessoas nas missas (faz o gesto do oferecimento da hóstia)...
Fim de semana. II
Domingo, final do dia, os quatro sentados / deitados no mesmo sofá (enquanto o outro se acumula de tanta roupa - passada a ferro - à espera que alguma alma caridosa a arrume nos devidos lugares):
Ivocas - Pai, isso é pior ainda que o gás sarau! (Referia-se ao gás sarin - embora aquele não mate, não faz arder os olhos, mas faz com que a respiração se torne praticamente impraticável!)


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14 Janeiro 2010

O TEMPO

O tempo continua a passar desmesuradamente. Demasiado rápido. E, por isso, não dou tantas vezes pela tua falta. É só quando eles chegam, assim, melosos, de olhos brilhantes e me perguntam: "Achas que ele ia gostar?" É aí que bate a saudade. São eles que mais verbalizam. Eu só me lembro às vezes, quando o tempo me dá tréguas e a lembrança me toma de assalto. Hoje teríamos ido jantar com ele. Hoje teríamos almoçado. Hoje teríamos comido uma massa de peixe. Hoje teria sido um cozido. E eles que me cobram os pratos. Ele sabia fazer, tu não sabes tão bem. No futebol, nos treinos de um e de outro, nos combates, no Natal, nos Aniversários. Aos Domingos, que partilhavam a mesa contigo. Naquele dia em que tudo realmente terminou e que eu apaguei da memória (por completo) eles não se esquecem. Naqueles corpos ainda tão leves de vida, naquelas memórias ainda tão frescas, cheias de brincadeiras, guardam sempre lugar para ti. E foram eles que me recordaram o dia. Uma frase perdida num caderno e um olhar foi quanto bastou para ver o lugar que ainda ocupas nas vidas deles. Na minha também.
Mas eu não verbalizo.
Setúbal, 14 de Janeiro de 2010

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13 Janeiro 2010

GEROCAS

O Gerocas - o filhote quase grande - com pretensões a adolescente semi -problemático e parvalhão (nalguns dias - ainda poucos) está amuado porque não o deixei fazer ginástica na escola e na rua, debaixo desta chuva, molhada, de tee-shirt (manga curta) e de calções.
Teoria: se a camisa de manga comprida lhe estivesse curta ficaria quase como uma de manga curta. Os calções como foram em tempos umas calças de fato treino também não faria mal nenhum.
Não. Tens toda a razão filho.
A diferença é que foram umas calças, já não são. E a camisa é de manga curta, mesmo. Não é de manga comprida. E a única chatice é estarem 8º e esta chuva molha parvos... esta mãe é mesmo doida.
Lixei-me eu, que não pude dormir com ele e com o mano. De castigo, disse, do alto dos seus quase 12 anos; "hoje durmo na minha cama. Sozinho."
(Gosto de dormir entre os dois, na minha cama...).
Sou adepta do cosleeping...

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IVOCAS

Ao jantar
(atrasados para a reunião do condomínio que estava agendada para a hora a que começamos a jantar...)
.......
I - Até parecia aquele menino daquele blogue que a Mãe lê, que dizia puto no feminino...
M - Não te estiques...
I - E depois a Mãe dele pôs-lhe abacaxi na língua...
(todos riram, mas ninguém percebeu...)
M - O quê?
I - Abacaxi... na língua... que faz arder muito, por dizer asneiras!
(com ar de daaaaa... vocês são mesmo totós)
(gargalhada geral)
M - Queres dizer tabasco....
I - Pois, pois, isso! É parecido! São os dois da cozinha, não é???
O IVOCAS; O FILHOTE QUASE GRANDE - COM A MANIA QUE SERÁ PEQUENO PARA SEMPRE - NO SEU MELHOR!

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É OFICIAL

É oficial.
Já se sente gente cá em baixo. Leve e suave (à excepção de quando tiro o bolo do forno - não deve gostar de calor). Mas a aumentar de dia para dia.

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O TEMPO

O tempo passa, corre, pula, salta, atropela, desanda, passa, circula, sucede, decorre sem que tenhamos tempo, sequer, de respirar.
O tempo deixou-nos enclausurados, sem tempo para nós, mas com tempo para trabalhar, dormir e comer - mal - mas falta-nos o tempo para amar.
Amo-te. Sei que não to tenho dito. Todos os dias, como te prometi. Todas as noites, como te jurei. Mas o tempo tornou-se meu inimigo vísceral, excepto nas alturas em que gostaria que ele fosse muito mais rápido a correr para chegar mais depressa ao fim de certas partes da nossa estória. Mas só aí é que ele não corre.
Esta noite não tive a tua mão quente na minha. O teu braço protector sobre mim. A tua perna pesada sobre as minhas. Como quem diz: "És minha." "Só minha." "Quero-te só para mim.".
Esta madrugada não acordei com o teu respirar na minha nuca. E senti a tua falta. Especialmente hoje. Não sei porquê. Porque, de repente, apercebi-me de que o tempo passa a correr, também, para nós e não temos, nunca - quase - tempo para amar.
Mas digo-te agora: AMO-TE.
Setúbal, 13 de Janeiro de 2010

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07 Janeiro 2010

18 SEMANAS

Chegámos às 18 semanas (devagar e demasiado rapidamente!).

Felizes. Muito felizes. Tão felizes que já estou como a outra que parece que virá de lá um raio – de certezinha absoluta – e que estragará tudo isto…

Bom, vamos lá a novidades.

Não me apetece escrever. Ando com uma branca total. O meu cérebro anda vazio e só pensa em bebucas, pequenos e grandes. E sabem bem que eu ainda tenho 3 lá por casa (do lado de fora da barriga) não é verdade???

Fico quase cansada de explicar ao Pai, o filho grande que não se convenceu ainda de que é adulto, o porquê de não se vestir babygrows de inverno a bebés que nascem na altura do calor. Mas se não vestem isso, porque têm de ser de manga comprida? Podia bem andar só de fralda e poupávamos uns trocos. Ai, ai, Tio Patinhas, Tio Patinhas…. Fazer explicar que uma muda de roupa para 1 mês pode não durar até aos 6 meses é difícil… E que vestir algo de 6 meses a um bebé acabado de nascer também pode ser complicado, ainda é mais complexo!
E a questão do(s) carro(s), então, já tem barbas. Qualquer dia os pneus estão carecas. Duo, trio, com air - bag, sem air - beg, com rodas pequenas, com rodas grandes, duplas, que se vire, que não se vire, que se desmanche todo, que ande, que faça sei lá o quê (qualquer um esmorece ao ver os preços, não lhe tiro toda a razão). Mas chego lá. Ai chego, chego.

Para o filho quase grande, então, é uma maravilha. Tudo é fantástico, tudo faz falta. Por ele já teríamos comprado tee-shirts para 4 anos com os Kiss e com o Super - Homem. Tem sido um companheirão. Beijos, abraços e muitas ajudas não me faltam, nunca, dele.

Para o filho quase grande – com a mania que será pequeno para sempre - a conversa tem sido igualmente boa, mas diferente. Anda, literalmente, sempre pendurado em mim. Beijos, abraços, mimos nunca me faltam dali. E tempo para lhe dar atenção não me chega, também, nunca. Também participa, de forma activa, mas mais discreta, dá beijos e conversa com a barriga todos os dias para que o Bernardo o reconheça logo que chegar. Mas tem que dormir connosco – Mãe, Pai ou Mano – rigorosamente em forma de lapa, ou seja: sempre agarrado. Perninha, bracinho, dedinho, mãozinha, tudo serve para agarrar quem está ao lado. Admito que não me custa dormir com ele, pois gosto daquela “lapice”, mas para o Mano – o super Mano – é difícil, pois ele gosta de dormir à larga e sozinho. Mas pronto, levará os seus dias a perceber que nos nossos corações cabe sempre mais um e que o lugar dele jamais estará em risco. Mesmo quando te portas mesmo muito mal, ouviste melga?

Às 22h estou, regra geral, às turras com qualquer coisa que não seja a minha almofada e os meus lençóis de polar que o Super Marido tanto detesta mas tem gramado por causa do meu distúrbio na regulação da temperatura, que piorou com as hormonas à solta.

Os górmitos, que vocês conhecem regularmente por vómitos ou, de forma mais pomposa, chamar pelo gregório, amainaram. Mas não me deixam de vez. De vez em quando lá me assalta umas vontades ferozes e lá tenho que me abraçar, sem qualquer doçura, à minha querida sanita. Da última vez foi de tal modo, que quando me olhei ao espelho fiquei assustada: parecia que tinha andado a gritar por todo o Estádio de Alvalade, a plenos pulmões, como da última vez que o Sporting foi campeão. Tinha esta carinha laroca que Deus me deu e os meus queridos Paizinhos tanto contribuíram cheia de petéquias. Parecia que tinha levado umas pêras à volta dos olhos, tal não foi o esforço ao “gritar” para dentro da sanita. Houve alturas que pensei que me fosse sair o estômago e outros apêndices, mas não.
As digestões já não se fazem com facilidade.
AS caimbras têm-me dado cabo das manhãs e ainda não descobri o segredo para acabar com elas.
Durmo muito, mas isso sempre fiz, por isso ninguém nota a diferença.
Fico a jibóiar pelos sofás, mas como também sempre o fiz, também ninguém nota a diferença.
Mas o crescimento é notório. E não tenho tirado fotos à barriga porque as pilhas pifaram e ainda não tive tempo para ir comprar outras.
Não sei se sinto a criança ou não. Passei-me um atestado de estupidez e decidi esquecer-me das sensações de como foi e não me consigo lembrar se era assim ou não. Ou então é o mecanismo de defesa sempre a inventar alguma coisa para ficar preocupada. Por isso não sei se tenho gazes ou se é a criança a mexer.
Ainda nos falta muita coisa. Mas também já temos muitas outras.
Agradeço a quem nos deu prendinhas para o Bernardo.
E sim, também teve prendas na árvore de Natal.

Hoje ouvi o batimento daquele coração ainda tão minúsculo mas que já nos enche a casa, a alma e as vidas de Amor.
Palpita-me que serás teimoso ou então, muito brincalhão…
Chegámos às 18 semanas.
Setúbal, 7 de Janeiro de 2010

28 Dezembro 2009

QUASE (???) 17 SEMANAS

Isto bem feito, bem feito, seria anunciado lá para 5ª feira, que assim, sim, teria o seu impacto, mas, como eu não tenho boca para a minha própria língua e já quase todos o sabem (não deve saber o vizinho que mora na Suiça, alguns amigos que moram fora e, enfim, poucos mais) cá vai:

1. A amniocentese: o bicho de 7 cabeças, que me impediu de dormir convenientemente uma data de dias, mas que não é (quase) nada doloroso. É realmente chato o decúbito dorsal durante pelo menos 48 horas, que não foram cumpridos à risca, pois a partir da 3ª hora aquilo é um verdadeiro inferno. O médico foi um verdadeiro querido e no dia seguinte, ao final do dia deu-me a notícia mais esperada, tudo bem!

2. O Natal: passou num instante. Quase todos à beira de um ataque de nervos, não andes, deita-te, descansa, estás a abusar. Mas correu tudo bem. E graças a Deus, estamos cá todos para contar esta aventura.

3. A descoberta do sexo:
A Avó: à beira de um ataque de nervos,
O Pai: um misto de pena de não experimentar, com um já estava à espera e um certo alívio,
O Mano quase grande: um grande alívio!
O Mano quase grande, com a mania que será pequeno para sempre: triste (porque não terá uma bolsa da lacoste específica)
A Mãe: Com pena, mas com aquele feeling que me dizia o que lá vinha (e que acertou em cheio)
Todos: Felizes porque tudo está bem, quando acaba bem. Vem bem e com saúde.

4. Querem saber? Vou ser a única mulher em casa. O meu marido só sabe fazer homens!
Vou mudar uma sanita e pôr um urinol na parede que de certeza me poupará no detergente e nas limpezas ou então, colar um alvo dentro da sanita para que acertem dentro dela...

5. O nome: já quase todos sabem, por isso ficam também vocês a saber: se não mudarmos de ideias, outra vez, ficará Manuel Bernardo, tratado por todos por Bernardo, mais conhecido entre paredes por bebé e nocas.


Volto ao azul, uma das cores preferidas da Mãe e que está visto, não me deixará.

O Pai diz que se nos sair o totoloto até ao bebé nascer ainda arredondamos o número de filhos, que nós preferimos números pares.
Se não sair, olha tenho que esperar que os filhos se enamorem para ter filhas. O que é uma chatice, pois elas naquela idade já não devem deixar pôr-lhes laçarotes na cabeça e tal. Mas pode ser que eu tenha sorte.

Não há fotos do Bernardo pelas 16 semanas pois os nervos eram grandes e a Mãe esqueceu-se de pedir uma prova fotográfica.
Fica na memória da Avó e do Pai que o viram no écran. A Avó e o Doutor dizem que não há dúvidas da masculinidade do rapaz.

Setúbal, 28 de Dezembro de 2009

24 Dezembro 2009

NATAL





Que este Natal seja Santo para todos nós.

Para os que trago no coração e também para os que não trago, que o Menino Jesus nos traga a Paz, o Amor e a Saúde.

Sorte e Dinheiro não serão mal vindos...


Feliz Natal de 2009


Setúbal, 24 de Dezembro de 2009



07 Dezembro 2009

ESTAMOS BEM

Não me apetece escrever.
Por nada de mal.
Às vezes o que é bom, é tão bom e tão grande, que fico receosa de vir de lá uma alma penada e de uma só vez me levar tudo.
Por isso faço de conta - às vezes - que não é nada e nem me gabo muito.
Mas estamos todos bem. E felizes. E chegámos às 13 semanas. E vamos à próxima consulta e esperamos trazer de lá boas novidades. E já se nota muito bem quando estou deitada. E o mano quase grande diz que se sente perfeitamente o mano/a. Eu tenho algumas (in)certezas no que sinto, ou não. E as dúvidas continuam com a vacina da gripe a. E temos feito quase nenhumas compras de Natal, pois tudo o que queremos está esgotado para mal dos desejos dos meus filhos.
O mano quase grande anda um bocadinho triste. Têm perdido os últimos jogos. Também faz parte da vida.
O mano quase grande - com a mania que será pequeno para sempre - continua igual a ele próprio, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, muito meigo, meigo, meigo, meigo, meigo e chato, chato, chato.
O Pai ainda vê mais malefícios que benefícios. Mas acho que está quase a passar. É aquela fachada de homem mau que ele gosta de aparentar.
Estamos todos exaustos. Muito exaustos. 24 horas a dormir fariam bem a todos lá em casa.

Beijos.

Setúbal, 7 de Dezembro de 2009

30 Novembro 2009

UMA DÉCADA

E é assim. De repente chegámos aos 10 anos.
Já?
Passou tão rápido que nem demos pelo tempo.
E o mundo que é tão melhor contigo nele.


A esta hora descobríamos as maravilhas de uma família que começava a 4 neste dia.


Setúbal, 30 de Novembro de 2009

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26 Novembro 2009

O nome do boneco no bolo é a PUCCA.

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12 SEMANAS - TELEGRAMA DE FINAL DO DIA

Ainda sem fotos...
E, chegámos, finalmente às 12 semanas!
Hoje passou o dia a correr, num misto de alegria e de algum quase receio.
Entre boas notícias (Parabéns prima Sandra!!!) correrias e sem tempo para grande coisa, vim entre muitos afazeres aqui só para dar conta que chegámos às 12 semanas.
É impressão minha com certeza, mas sinto uns peixinhos na barriga.
Continuo à espera que me liguem (de qualquer lado) para me dizerem se o filho quase grande - com a mania que será pequeno para sempre - teve ou não gripe A. Já nem me preocupo com isso. A quem me pergunta - e já foram mais - encolho os ombros. Não posso reclamar mais. Entre telefonemas e e-mails, todos eles sem resposta, só o meu tempo encolhe.
O mano quase grande está definitivamente na adolescência. Pré - adolescência, corrige-me ele. É uma chatice, pois têm coisas mesmo parvas. (Também é um doce... mas tem coisas significativamente parvalhonas).
A surpresa da semana foi o hospital ter-me enviado uma conta para pagar.
Análises de 2007 (???), análises do meu internamento em Julho (estranho aparecer com uma semana de diferença) e as análises do 1º trimestre de gravidez.
Ah.. e tal, e que foi lapso, terá de cá vir, comprovar que estava grávida, pois também tem que comprovar que teve um aborto retido, ah.... pois e tal, que tem toda a razão, o sistema funciona mal. Ah... pois e tal, tem que me trazer os documentos que lhe demos que dizem que está grávida e que é seguida por nós.
Como diriam os filhos.... daaaaaaaa...........
No fim de semana passado tivemos a primeira derrota. BORA LÁ PELÉS! Aquilo é que é uma mala pata com o Fabril. O filho quase grande esteve "ligeiramente" amuado todo o fim de semana. Mas a Mãe não viu o jogo. Mas o filho jogou bem - o meu filho joga sempre bem. Já ouviram falar da formiga atómica? Já ouviram falar do pilhas? É ele.
A Mãe esteve todo o sábado a ver alguém a dar ou a levar, dependendo do prisma, ou do lutador.
Quando se começou a aproximar a hora do filho quase grande - com a mania que será pequeno para sempre levar ou dar, comecei a ficar com uma enxaqueca, com direito a vómitos. Isto de não saber ao que se vai é uma chatice. Mas a criança surpreendeu tudo e todos, concentrou-se, enfiou o seu ar de Rocky e lá foi ele pontuar em 15 segundos com um colega com quem luta todas as 2ªs, 4ªs e 6ªs. Ah... e atenção: lutou com um capacete de adulto, que lhe estava gigante, com uns pés de adulto, que lhe estavam enormes, mas ainda assim portou-se como um verdadeiro campeão (e ficou em 1º lugar no peso dele).
Um dia destes ponho aqui uma gravação tremelicas, muito longe de uma Mãe que não sabia se lá ia buscar o filho ao tapete ou se filmava a coisa.
Mas está decidido - a partir dos 40kgs não se combate mais porque aquilo tem de deixar sequelas, é sempre a levar ou a dar, dependendo do lutador. Mas prefiro não arriscar.
Já com 36 anos, com vómitos consideravelmente mais espaçados, a braços com um filho que quer 3 bolos de aniversário (diz que é na 2ª feira e no domingo eu tenho tempo....) tenho a agradecer ao Pai a prenda que me deu.
Não meu Amor, não foi a almofada de amamentação que eu tanto invejava nos catálogos, foi mesmo teres reunido a Mãe, o Mano e a Cunhada para jantarem connosco e o bolinho - saboroso - com um boneco giro que não me lembro o nome.
Mas para a próxima lembra-te que eu ainda não tive um jantar à luz de velas, organizado por ti (repara que digo organizado - não feito) e sem que digas que não vês o que estás a comer. Pronto, é verdade que estamos ambos a ficar pitosgas, mas que era giro era!!!
A amniocentese está marcada. Parece que vamos à pica lá pelo Natal. Este ano passaremos um Natal deitado, mas é por um bom motivo e para o ano, Se Deus quiser, teremos mais um raio de sol nas nossas vidas e mais um a gritar à mesa da Consoada. E lá existe algo melhor que isso?
Beijos a todos.
Setúbal, 26 de Novembro de 2009

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23 Novembro 2009

36

E chegámos aos 36.

Setúbal, 23 de Novembro de 2009

20 Novembro 2009

11 SEMANAS

E ontem, chegámos, finalmente, às onze semanas.

Por mim já devia estar nas 40 mas por outro lado, contentar-me-ia ficar durante muito tempo lá pelas 30...

A ansiedade ainda é muita.

Todos opinam àcerca da amniocentese; fazes bem, fazes mal, se fosse eu não sei. E pois e pois. Mas nós nunca sabemos se fossemos nós, até sermos nós. E mesmo aí... ai, ai, ai...

Ora, por vezes sinto umas borboletas na barriga. Mas devem ser alucinações minhas ou gases, como diz o Pai.

Os manos estão bons.
O mano quase grande joga à bola que se farta e anda a chegar, definitivamente à adolescência.Os silêncios já são alguns e as birras parvas também. Mas continua um doce na maioria das vezes. Por isso ainda compensa. Anda um bocadinho mais fechado do que é costume, mas mais mimoso que o normal. Tem jogado, bem, claro, eu não diria outra coisa. Mas anda menos expansivo que o normal. Sinto-o inseguro. Será que se eu for lá dar uns sopapos nos jogadores que lhe dão as cacetadas e oferecer uns óculos ao árbitro ele fica melhor?

O mano quase grande, com a mania que será pequeno para sempre, continua igual a ele mesmo. A cassete que engoliu à nascença que o fez berrar horas a fio nos primeiros anos, agora deu-lhe para falar sem travão e não há ouvidos que aguentem. De tão rápido que quer falar, acaba a gaguejar como um doido e não diz uma frase completa sem repetir 30 vezes 30 palavras.
Tem recebido prendas porque já sabe a tabuada - não sai à Mãe dele.
Vai combater este fim de semana.
Só eu - completamente doida e alucinada - pagaria para baterem no meu prórpio filho. Será que sem a Segurança Social e a Protecção de Menores saber, eu não o poderia fazer - de borla?
Será o seu primeiro combate a sério no Pavilhão de Paredes. Ai, a minha angústia.....
Se no sábado ao jantar, a notícia de abertura dos telejornais for: "Mãe ensandecida saltou para o ringue e deu cabo de um árbitro, mestre e de um lutador", já sabem, era mesmo eu. Mas quem é que, em são juízo, paga para ver o filho comê-las?
Bom, também pode dá-las. Tenho pena da outra Mãe, masantes o filho dela que o meu (egoísta).
O mestre pode jurar-me que o árbitro não deixa haver mais que dois contactos físicos seguidos e que no peso deles aquilo não custa nada... mas ora, nem tenho dormido.



O Pai anda calmo. Uma mudança tão grande que se torna assustadora. Como ele diz, estás sempre a queixar-te. Chiça....

Estamos a chegar à fase alucinante de aniversários e logo seguida do Natal. Andamos todos loucos com as prendas que daremos e com as que gostariamos de receber.
Menos o Pai. Este ano, estamos a pensar oferecer-lhe espírito natalício.

Os enjoos estão melhores. Já quase não se notam. Só depois do pequeno almoço, depois do almoço e depois do jantar. Já não são permanentes. É bom, não é?

Toda a gente olha para mim, de barriga esticada (como se fosse ncessário esticá-la para se notar a minha barrguita...) e fica desconfiada, mas têm vergonha de perguntar se estou gorda ou grávida.

Já ouvi um: "Outra vez?"
Daaaaaaa.... a última foi à dez anos! Achas que isso foi tipo.... a semana passada?

Ando cansada.

No Natal estaremos de cama a ver televisão e a comer bacalhau versus carne assada deitados/as.
Não haverá uma alma caridosa que me ofereça uma mousse de chocolate para sobremesa na Véspera de Natal, uma vez que eu estarei impedida de fazer algo mais que seja deslocar-me para lá da sanita?

Houve mudanças nos nomes.

Agora vou-me embora que tenho uma Avó louca para comprar uma prenda a um neto e que não me deixa em paz.

Beijos

Setúbal, 20 de Novembro de 2009

17 Novembro 2009

E TU QUE NÃO CHEGAS COM O FRIO

As noites, que de repente, já são frias fazem-me acordar sem ti no meu corpo, mas contigo na minha memória. De repente saíste do meu corpo, como se já não quisesses partilhar comigo os segredos que a vida nos deu. Agora só te tenho na memória. Naqueles sítios que sabemos serem só nossos, mesmo quando me recusas vezes sem conta e não me dás os teus braços e onde me finjo acolher em ternuras que sabemos nunca terem sido minhas. Esta noite não vieste. Tal como não tens vindo desde quase sempre. E hoje, quando me deparei com a chuva, o frio, o nevoeiro que não me deixava ver a nesga do rio lá à frente, senti-me ainda mais impotente e cansada de fingir que estavas aqui e que estávamos bem e felizes. Não estás. Não estamos. Abandonámos os nossos sítios e esquecemos as nossas músicas. Fingimos que seguimos em frente mas deambulamos nos caminhos que nos levam a abraços onde podemos fingir ainda mais. Fecho os olhos e é nesses braços que faço de conta que reencontro os teus, de novo. Lá, depois daquela curva onde nos encontrávamos ao final do dia e por onde seguíamos de mãos dadas. Agora a minha mão fica perdida nos bolsos a fingir que procura qualquer coisa e agarra, sofrêga qualquer objecto insignificante, para se manter ocupada, ao passo que a minha boca, agora seca de ti, faz de conta que debita palavras imaginárias para se manter atarefada perante a falta brutal que a tua boca lhe faz. Sinto-me sem ti. Sabes o que é isso? É apenas sem ti. Eu sei. E tu também sabes.
Setúbal, 17 de Novembro de 2009

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13 Novembro 2009

AGORA FIQUEI CONFUSA COM AS SEMANAS...

Por uns tempos sem fotos.
Não me apetece ir roubá-las, quando tinha tantas maravilhosas.
Tinha ou terei. A ver vamos, quando tiver tempo.

Chegámos às 10 semanas.
Sem grandes novidades.
Nota-se um pequeno (???) melão abaixo do umbigo. Para grande satisfação dos manos e minha.
Já posso usar roupa pré-mamã, mas também a pude usar sempre, afinal tenho um maravilhoso corpo que se adequa perfeitamente a isso.

Mais uma consulta.

Já me começaram a tirar as esperanças de um parto normal.

Já me prepararam para a amniocentese. Se no início fui contra, agora já penso que sim. Alguns riscos devem ser corridos. Prefiro saber a ser apanhada desprevenida nestas coisas.

O Pai está a normalizar. Deixou de tremer convulsivamente. Só tem um ataque aqui e ali. Talvez lhe compre o cão, mas já pode ser um daqueles do Mac Donalds que saem nos happy meals. Os filhos ficam contentes por comer comida de plástico e temos um fim para o brinde que não passa pelo lixo.
Já participa. E já opinou acerca de carrinhos - cores, peso, utilidade.
Ainda não percebeu a diferença entre ovinho e cadeira auto.
E quis saber opiniões acerca da preservação das células estaminais.

As náuseas vêm e vão. Têm dias. Uns melhores, outros nem por isso.

O mano quase grande, com a mania que será pequeno para sempre - eu acho que será mesmo - diz que eu sou preparada.
O que significa? Que preparo tudo com grande antecipação.

O mano quase grande anda a jogar à bola e só discute por causa do nome.
Riu-se com tanto gosto do Bertolino (não fala, não mexe, leva chumbo - desvia-te Bertolino que é um urso).

Beijos e abraços, que hoje não me apetece mais.

06 Novembro 2009

Pai, Mãe e 2 Manos e Meio



E de repente chegámos às 9 semanas (ontem) pelas contas da Mãe, mas 9 a roçar as 10, pela máquina.

Os enjoos cá estão comigo, todos os dias, ao acordar, durante a manhã, ao almoço, durante a tarde, ao lanchar, ao jantar, ao serão e todas as vezes que me levanto para aliviar a mini bexiga que arranjei.

Mas eu tenho a certeza que os vómitos vão acabar por me abandonar, nem que seja lá para Junho, não é verdade?

Os irmãos estão em histeria.

Cada vez mais necessitados de profilaxia com a ideia de que chegará um mano ou mana.

O que vão fazer, como o vão adormecer, planos para brincadeiras, jogos, que lhe vão mudar as fraldas com molas no nariz, que o adormecem na barriga, que vai dormir na cama de um, não, na do outro que é maior, que eles dormem no chão, num colchão de campismo para não acordarem o Bebé.

O realmente engraçado será quando eles virem uma verdadeira máquina de bolsar e que produz fraldas mal-cheirosas - à hora e não fará grande coisa para lá de chorar nas primeiras semanas, desconfio que serei abandonada no final da primeira semana.

O Pai continua a precisar de um cão.

Estou indecisa entre um boxeur ou um pastor alemão, em miniatura e sem pêlos, claro, que já tenho que me chegue a sujar a casa. Ainda pensei num s. bernardo, mas não achei que valesse a pena, afinal se é para dormir abraçado, estou cá eu, grande e fofa e por vezes também peluda. Preciso de um cão que provoque medo, não; antes pavor. A ver se o homem deixa de tremer, antes que alguém julgue (a entidade patronal) que ele me sofre de Parkinson e me mande o homem para casa, com receio de que dê um tiro no próprio pé.

Eu espero (ansiosa) que ele deixe o modo automático.

Começam os planos mais a sério.

Obrigada à Ritinha que me emprestou toneladas de roupa.

És um anjo... mas querida tu és tão petit... que o final da tua gravidez me está maravilhoso agora... ainda assim, fiz umas passagens de modelo aos meus filhos que, maravilhados, nem querem acreditar, ainda, que a anatomia humana torna possível alguém ter um bebé na barriga.

Ainda não se nota - para mal dos meus pecados.

Mas descobri esta manhã, que..... deitada se sente perfeitamente o útero, do tamanho de uma laranja, sensivelmente, logo sobre o osso da zona púbica, arredondado, perfeito.

Portanto, penso que daqui a umas semanas, poucas espero, deixe de encolher a barriga para parecer dois centímetros mais elegante - ou menos deselegante - e passe, sim, a esticá-la, orgulhosamente, para que pareça ainda maior.

Mas agora ainda não o faço, não vão pensar que arranjei este bebé no Entroncamento.



Ainda não chega aos 3 cm...

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04 Novembro 2009

MAS TAMBÉM ESTOU MUITO FELIZ....

Voltei a ver e a ouvir.
Salta, pula, vira-se e parece que está grande ou eu me enganei nas contas....
Dizem que as máquinas não se enganam.

4.de Novembro de 2009

ESTOU UM BOCADINHO TRISTE...

Não sei como, mas o meu portátil morreu-me nas mãos.
E o eterno deixa andar, logo faço, saíu-me caro; centenas de fotografias, que só existiam ali, desapareceram e não tenho grandes esperanças de as recuperar.
Fotos maravilhosas, aniversários, festas, encontros, batizados, fins de semana,passeios, jogos de futebol, treinos de kick box, férias, praia, campo, muitos filhos e algumas barrigas....
Estou um bocadinho triste, mas com esperança que alguma alma caridosa me salve, pelo menos as fotos, num back up.
Façam figas por mim.....

4 de Novembro de 2009

31 Outubro 2009


Temos o mano quase crescido, com a mania que será pequeno para sempre encostado à box, ou mais correctamente, de cama (a arrastar-se entre a cama e o sofá).

Qualquer espirro conjugado com dor de garganta e febre e somos alvo da discriminação, cruz, credo, canhoto, podes ter gripe a, afasta de mim esse cálice.

Mas os cuidados são só a fingir, por isso... a criança não pode sair de casa enquanto não nos ligarem do Instituto Ricardo Jorge a dizer se a criança tem algo parecido à estirpe mais conhecida, mas não justificam as faltas - que podem ser justificadas pelos pais até 2 dias - nem passam justificações aos pais ou outro que vá ficar com a criança em casa até alguém do instituto ligar, o que demora dois dias, mas pronto, ouvimos dizer que estão a levar mais algum tempo. Quanto? Pergunta uma mãe incauta, ah.. e tal, que não sei bem.

Dizem nas notícias que levam até 8 dias. Vai ser bonito, vai.

O mais engraçado (????) é dizerem que todos os restantes elementos da família podem fazer a sua vida normal. Então porque é necessário que a criança fique fechada em casa?

Como diz o mano quase crescido; Daaaaaaaaa.....



Mas à parte as loucuras do serviço nacional de saúde - a criança tem uma faringite e está de quarentena - vamos em frente.



O mano quase grande quer brincar ao dia das bruxas, uma importação dos states que não tem nada a ver connosco, mas pronto, os miúdos adoram e os hiper, normais e minis mercados também devem adorar, pela quantidade de euros que eu lá deixei por meia dúzia de docinhos.

A nossa dentista também deve adorar daqui a uns meses.



Ontem, chegada a casa, entre arrumações à pressa, jantar à pressão, febres para baixar, mimos de final de dia e preparações para o fim de semana estive num tete a tete muito próximo com a minha sanita e não houve nausef que me salvasse.

Hoje uns ameaços já me invadiram mas estive ferozmente abraçada à televisão, a fingir que a vejo. Talvez se não me mexer muito não saía nada para fora.

A sensação é de estar num barco em alto mar e posso dizer que o mar não está calmo.



Os dias passam depressa mas também devagar.



Às vezes ainda não acredito completamente que o milagre da multiplicação vai voltar a surgir na nossa casa.

Terei a capacidade de lidar com os três filhos e mais o filho realmente crescido mas com síndrome de criança, já diagnosticado?

Como será voltar às fraldas, às noites mal dormidas e aos choros, por vezes infernais?

Conseguirei dar de mamar desta vez?

As dúvidas assaltam-me e depois penso, mais vale pensar num dia de cada vez e avaliar apenas o que temos, o que nos falta (é aqui que entram as minhas listas - famosas por sinal) e viver um dia de cada vez.



Mas eu tenho sempre de chegar mais além.

E penso, penso, penso, penso....



Os parabéns chegam do sul, do norte e da nossa cidade e de algumas cidades vizinhas.

Alguma família começa a dar palpites em relação aos nomes e ao facto de se tivermos outro pilas que teremos de voltar a tentar.



Aí enganam-se. A idade já não é a mesma, o dinheiro não estica e a paciência é sempre só a minha.

Mas venha o que vier, vem por bem, cheio de saúde e feliz, de preferência pouco chorão e dorminhoco, que coma bem e não estranhe ambientes. Eu sei que é pedir muito, mas tem de ir assistir aos jogos do mano quase grande e ver os combates e treinos do mano quase crescido, com a mania que será pequeno para sempre. E com tanta volta se for chorão, desconfio que alguém me põe na rua.



Mas estamos, quase todos, muito felizes.





P.S. - Metam lá uma cunha no Instituto que já não posso com o meu ivocas pendurado no meu pescoço, a dar-me beijos e a pedir-me o bracinho, o colinho, o pescocinho e o corpinho todo que ele consegue agarrar e a dizer vezes sem conta, mãe, mãe, mãe, mãe, mãe.

Eu juro que não sou má. 'Tou só um bocadinho cansada....



31 de Outubro de 2009

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29 Outubro 2009

Pai, Mãe e 2 Manos e quem a cegonha trouxer de Paris - por enquanto



Desengane-se quem achar que o meu querido blogue deixará de ser lamechas e passará a ser um babyblog a tempo inteiro.






1. O tempo já não é quase nenhum, pois então, não teremos outro remédio, senão dividi-lo e transformá-lo num pedacinho maior.






2. Claro que se tornará ainda mais lamechas. Agora poderei culpar as hormonas e não só a mim. Os sonhos duplicam, assim como eu espero duplicar (apenas na zona uterina) e claro, com os sonhos vêm os ideais, as ilusões - ora pois que elas também fazem parte - algumas desilusões e outros afins de que agora não me recordo (culpa da péssima memória e das hormonas, que elas, também, são culpadas de tudo agora).






3. Alguns dias mais, outros menos, sinto-me uma super Mãe que irá dar conta de tudo.



Noutros, ao final do dia, quando o cansaço se apodera, penso; "eu estava completamente maluca ou passei-me de vez?" Claro que é àquela hora em que a exaustão já nos agarrou pelos colarinhos e as pernas já não obedecem, quanto mais o cérebro, que eu penso isto.



Depois de manhã, quando estamos todos aflitos para ir à casa de banho em fila indiana, à espera de vez, eu volto a pensar o mesmo. Na hora de sair, com os gritos de "despacha-te, és sempre o mesmo, ajuda-me, não fazes nada, sou sempre eu" o pensamento toma-me de assalto, que isto vezes cinco deve ser dose - cinco, subetenda-se um pai (que vale como um filho), uma mãe que de manhã, em piloto automático não vê nada, mais três filhos, um quase grande, outro quase grande, com a mania que há-de ser pequeno para sempre e outro que ainda mal se vê mas já dá que fazer.






4. As horas agarradas à sanita são algumas, não muitas, que o nausef deve ser uma das melhores invenções dos últimos anos (eu fui Mãe há uma década atrás - não existiam estas modernices).



Numa semana foi de tal ordem que estive tentada a pôr o nome de Madalena (nome da sanita onde me debrucei algumas vezes) mas depois achei uma injustiça com a minha própria sanita, aquela que me tem acompanhado nos últimos 13 anos, se não desse o nome dela a este filho que aí vem, mas ao ler o nome dela fiquei assustada: sanitarius.... a do trabalho, que me tem feito companhia nalgumas ânsias - poucas graças a Deus (que isso não dá lá ar de grande profissional: saiam da frente que tenho de vomitar) - valadares.



Ora, para rapariga não me parece lá muito engraçado na primária, nem por essa vida afora e para rapaz, embora, sem dúvida, com um ar másculo, lá de feio não passa ele.



Resolveram o problema os rapazes que decidiram que o nome seria com eles. O filho quase grande e o filho também quase grande com a mania que será pequeno para sempre decidiram - claro que deram ouvidos ao Pai, mas não à Mãe (coitada, ela não tem grande importância, carregará durante 9 meses, parirá com dor, mas não tem grande escolha no nome). A modos que se nascer rapariga está decidido o nome.



Para rapaz a coisa está a modos que mais complicada. Andamos em voltas e círculos, às vezes em quadrado também, mas ainda não houve decisões de monta; "esse não, que me lembra um colega muita parvo, esse nome não que parece de maluquinho, esse ainda pior, esse que é grande, esse que não tem diminutivo" e por aí fora.



Claro que não partilho ainda convosco os nomes na mira.






5. O tempo passa a correr, mas queria que passasse ainda mais depressa. O medo ainda é grande e e acho que desta vez só ficarei descansada quando o/a tiver nos braços, cá fora, grande, bonito e perfeito (aos meus olhos - de preferência aos vossos também).



Por outro lado, quero que o tempo passe a passo de caracol, bom a bem da verdade, rápido até às 20 semanas e devagar a partir daí.



Até às 20 semanas ninguém nota, temos de contar a todos para partilharem connosco a nossa alegria e não se sente a criança aos pontapés. Depois daí em diante, sim, pode passar devagar para curtir bem esta minha última gravidez.






6. O Pai ainda está em choque. De vez em quando volta a tremer descontroladamente. Mas quero crer que lhe passará dentro em breve. - Este recado é para ti mesmo!!!



Coitado, nunca pensou que com a falta de pontaria dele conseguisse acertar tão rapidamente no alvo outra vez. Mas Deus escreve direito em linhas tortas. Se não deixar de tremer dentro em breve, pois teremos que o levar ao médico para ver se ele tem algo mais para além do MEDO. Mas também lhe posso sempre oferecer um cão. Claro que a esta altura seria de peluche, que tão maluca assim, também não serei.






Hoje chegámos às 8 semanas.






Obrigada a todos os que nos tem apoiado.

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22 Outubro 2009

QUEM VEM LÁ? -É A CEGONHA !!!!


Meus queridos e queridas:


Estamos a fazer figas, com muita força, para que a cegonha nos deixe um/a pequenino/a à porta, depois das 33 semanas que nos faltam.


Espero que façam figas connosco para que cheguemos a bom porto desta vez. Contamos com elas.



Continuamos muito felizes.


A mãe a fazer listas.


Os manos discutem com quem irá dormir o/a bebé - palpita-me que lhes passará depois de ouvirem a primeira sessão de choro.


O pai ainda em estado de choque - começa a deixar de tremer.



O medo ainda nos acompanha, mas temos fé que desta vez será diferente.



Chegámos, hoje, às 7 semanas.



Ouvimos o coração a bater e isso foi suficiente para nos encher ainda mais de um Amor imenso.





Setúbal, 22 de Outubro de 2009








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21 Outubro 2009

JÁ VI... E JÁ OUVI ... !!!

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20 Outubro 2009

TCHAN TCHAN TCHAN TCHAAAAAANNNNN