10 Julho 2009

Os vendedores de flores não vendem sonhos . Assim como tu me compras com os teus. E eu encho-me deles, até à exaustão, alimento-me deles para seguir em frente. Sinto falta dos teus braços, de estar abraçada por ti, na sensação suave de que ali nada me atingirá. Depois da tempestade, vem a bonança, segredas-me tu ao ouvido. Mas a tempestade foi tormentosa e eu perdi sonhos. E tu bem sabes que os sonhos são para mim tijolos e cimento nos meus dias. Esta tristeza que trago dentro de mim, recebi-a, oferecida, naqueles dias dolorosos, em que a ternura me foi arrancada. Os sonhos, os idílios, os planos. Não todos. Ainda vos tenho. Mas... agora percebo, cada vez mais nitidamente, que este acabou. Dizes-me; por algum tempo. E eu, ávida, pergunto; quanto? Mas não me sabes responder. A Mariza canta que a tristeza que traz, foi de vós que a recebeu, mas tu sabes, melhor que ninguém, que eu carrego apenas sonhos. São eles que me enchem, que trago dentro de mim. E quando eles se desfazem, como castelos de areia, afogo-me em mares de dúvidas e não me sei manter à tona. E levo o meu tempo, até voltar a sonhar. Voltarei a erguer-me. Ambos sabemos disso, mas agora quero, só, estar, assim, desvastada, destroçada, destruída, até os sonhos me invadirem os dias e as noites e te encher de beijos e obrigar-te a partilhar dos planos, que nunca são à nossa medida. Estes dias de sofrimento foram cruciais para te saber ali ao pé de mim. No meio de toda a perda e de toda a dor física e mental, da sensação de vazio pelas lágrimas que guardei para mim, saber-te ali ao meu lado foi importante. Amo-te. Amo-te.Amo-te.
Os grandes amores não morrem.
I.
10.07.2009

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MAIS UM FIM

E DE REPENTE, OS SONHOS DESFAZEM-SE, AQUILO QUE ESPERÁVAMOS NÃO ACONTECE, AQUILO QUE IDEALIZÁMOS É ADIADO.

MAIS UM FIM. ESPERAMOS QUE NÃO DEFINITVO E NÃO TÃO DEMORADO COMO DA ÚLTIMA VEZ.

não sei como é possível quem tenha coragem de passar por isto várias vezes, sem desisitir.
O que nos espera, sei-o, por experiência própria, vale tudo, mas....





AINDA ASSIM, AMO-TE. SEMPRE.
I.
10.07.2009

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06 Julho 2009


E, SE DE REPENTE, O MEU BLOGUE SE TRANSFORMASSE, TAMBÉM, NUM BABYBLOG???


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30 Junho 2009

À ESPERA

TENHO AS HORMONAS AOS SALTOS.


À ESPERA. AINDA.


30.06.09

29 Junho 2009

MUDANÇAS

O blog tem sono. Como eu. O blog tem calor. Como eu. O blog está assustado. Como eu. O blog quer dormir mais. Tal e qual como eu.

Ainda aguardo.

P.S. - A felicidade começa a ser um dado adquirido.

Cada vez vos amo mais.

29.06.2009

I.

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26 Junho 2009

E, se de repente o mundo te oferecer flores?
E, se de repente, o mundo mudar e ficar de pernas para o ar - momentaneamente - a aguardar, suspenso das decisões?
Agora, espero, quase pacientemente, que tomes a decisão.
A desejar que decidas bem. A desejar que ames. A desejar que tomes a decisão correcta para todos.
Sei que ponho o peso do mundo sobre ti. Mas sabes - também - que eu já decidi.
Amo-te. E vou amar-te. Mas o Amor não tem fim e multiplica-se.
26.06.2009

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04 Junho 2009

IVOCAS

Ouutbro de 2008

Quem me conhece sabe quem eu sou.

Sou um doce de menino. Mas com o diabo no corpo (salvo seja...).

Consigo dizer, só num dia (bom), foi sem querer, mais de 500 vezes. As asneiras agarram-se a mim, como formigas ao pote de um doce. Deixar cair pratos, entornar a sopa, entornar o sumo ou a água no prato de comida, cair de uma cadeira ou do banco, porque não consigo estar bem sentado e principalmente quieto, cair com grande facilidade; da cama, do sofá, das cadeiras, até da sanita já consegui fazê-lo, conseguir partir 4 iogurtes para comer um.

Outro tipo de asneiras também são o meu forte, consigo entalar os dedos nos sítios mais estranhos (como no fecho das calças) enrolar-me de tal forma ao fio dos phones do MP3 de forma a ficar azul, consigo dessintonizar todos os canais de 4 televisões numa só manhã, sem perceber sequer onde carreguei (eu juro que os comandos só estavam ao meu lado) consigo apagar a chama do fogão só de passar perto dele (juro que ainda não percebi como o faço) sem apagar o gás, consigo fazer chichi em pé e acertar nas paredes, em toda a volta da sanita, no tampo, até no papel higiénico mas quase nada na sanita propriamente dita. Consigo fazer chichi no cesto da roupa suja a meio da noite. Estas são algumas.

Entretenho-me cada vez mais sozinho e já só digo mãe, mãe, mãe, mãe, mãe, de seguida e de forma a fazer perder a paciência a um santo umas 10 vezes, das 19h às 22h. Claro que ao fim de semana tenho outra liberdade e muitas mais horas.... Já não interrompo a cada 10 segundos as pessoas à minha volta, agora consigo ficar calado........ uns 10 minutos! Mas vejo muita televisão, quando dão programas sobre animais, mas gosto também de ver programas dos homens presos nas cadeias americanas (???) e programas sobre coisas malucas que eu tento reproduzir em casa, sem muito bons resultados, faço papagaios de papel que, invariavelmente, ficam presos nas cordas da vizinha de baixo e videoclips no meu magalhães.

Sou um bocado maluco com as miúdas e todas as semanas me apaixono por uma diferente, basta, para tanto, elas fazerem-me olhinhos, levarem uma mini saia ou uma camisa onde se vejam os ombros.

Adoro música e ver os simpsons.

Sou um estudante muito esforçado e melhorei muito a minha prestação escolar.

Ainda fujo muitas vezes para a cama dos meus pais, durante a noite, pois a cama deles é muito melhor que a minha.

Dou beijos e abraços a toda a gente. Até a dormir, o que me cansa até à exaustão, pois a minha mãe aproveita-se disso todos os dias, incessantemente, quando me obriga a sessões de beijos intermináveis quando eu já estou a dormir (é fácil - eu assim que sinto um movimento perto da minha boca estico os lábios para beijar!!!).

Apesar do terror que muitas vezes crio à minha volta, com a comoção que provoco, as coisas que parto, sou a criança mais meiga e doce que o mundo já viu.


04.06.2009

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O NOSSO MUNDO


O mundo está quase sempre aos nossos pés, agora. São águas lentas e calmas, aquelas por onde agora passeamos. Nem sempre foi assim, mas como o passado ficou no pretérito (imperfeito) agora não precisamos de conjugar essas memórias. Apenas viver, um dia de cada vez, sorrindo, amando, abraçando, beijando o nosso novo estado. O estado de felicidade, para o qual, por vezes, ainda temos dificuldade em aceitar. É mais fácil ser infeliz, mas não saberia sê-lo de novo, todos os dias. Os sorrisos pendurados em bochechas a cheirar a bolo de iogurte, as mãos dadas debaixo do lençol enquanto esperamos pelo sono, os beijos sonolentos, os mimos da manhã, o leite morno com bastante chocolate que espera na mesa, o assalto às torradas do Pai, as palhinhas divididas pelos manos, a colher para a Mãe raspar as bolhas de chocolate do fundo das canecas. Também existem gritos, nervos e irritações. Mas passam logo de seguida. É bom descobrir o mundo convosco ao meu lado. Para alguns, pela primeira vez, para nós, pela segunda. Agora, de forma mais eficaz. Agora realmente juntos. Agora com o sol a brilhar mais vezes. E nos outros dias fingimos que não... que não passa de um pedaço de má disposição. E é por isso que fazemos amor. E é por isso que sorrimos. E é por isso que nos abraçamos. E é por isso nos beijamos. E é por isso que todos dizemos que somos felizes. O céu é do tamanho do mar e está sempre azul.
04.06.2009

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01 Junho 2009

PAI; ESTE GOLO É PARA TI


29.05.09 - jogo Pelezinhos


Sem palavras!!

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29 Maio 2009

PASSADO



O passado, repentinamente, espreitou-me aqui, no presente e admito que fiquei nostálgica. Súbito, recordei-me de uma série de eventos, que tinha fechado dentro de uma arca de ferro e escondido longe da vista, de mim e da memória, para assim não tropeçar em ti quase todos os dias. Admito, esqueci-me de muitos pormenores. Não me recordo das primeiras palavras, não me recordo da primeira vez que fizemos amor, não me recordo da primeira noite juntos. Tantos pormenores que esqueci e me forcei a manter afastados das lembranças. Não me recordo do nome do teu pai. Não me recordo da cara da tua mãe. Não me recordo de uma qualquer caracterísitca específica que tivesses; um sinal, uma marca. Mas recordo a sensação de profundidade nos teus olhos e a suavidade dos teus cabelos. Até da medida exacta dos teus ombros, quando abraçados por trás. Esqueci a tua altura, o teu cheiro (embora por vezes tenha reminescências dele) o sabor da tua língua e a fresquidão do teu colo. Mas recordo perfeitamente ao que sabia o colo da tua mãe, o sorriso do teu pai e a tua mão na minha. Não. Já não te amo. Definitivamente. Mas pensei, depois de ter tropeçado em ti, todos estes anos depois, como poderiam ter sido as nossas vidas se as coisas tivessem sido diferentes. Junto com o amor, vinham também as pessoas ideais. Mas quando o amor se foi, elas também partiram. Contigo. Durante anos não percebi as tuas atitudes. Mas todos estes anos serviram para me mostrar que as pessoas, todas elas sem excepção, também têm um lado osmbrio. Mau. Tu não poderias ser diferente. Mas embora me tenhas amado mais que a maioria e tenha levado anos a procurar-te noutros homens, percebi que não me conheceste mais que todos os que cruzaram na e a vida comigo. Não me conheceste quase nada. Por isso no fim restou nada mais que uma ilusão. Não chegou, sequer, a ser um sonho. Não passou de uma ilusão. A ilusão que os grandes amores duram para sempre.


Mas ainda continua a achar que o que vinha com o teu grande amor teria sido perfeito.

Aos passados quase esquecidos.


01.06.2009

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25 Maio 2009

SERENIDADE


AGOSTO 2009
És assim na palma das minhas mãos. Agora. Liso e cheio de ternuras que antes não te conhecia. És assim, agora, nas minhas memórias, calmo, cheio de um Amor que mantemos só nosso, nos dias de todos os dias.
É assim que somos no centro da paixão, que ainda nos invade, cheios de serenidade.
Serenos. Amantes. Cúmplices.
25.05.2009

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23 Maio 2009

LUDGERO - UM LUTADOR












MAIO 2009

A pedido de quem tem saudades...


Continuo a jogar futebol nos Pelezinhos e já tenho 15 golos marcados no Campeonato Distrital dos complementares de Setúbal deste ano.

A minha equipa está em 1º lugar, sem nenhuma derrota e com o maior nº de golos marcados.

Joguei em todos os jogos deste campeonato.

Estou a crescer e a chegar à idade em que vou ter a mania que vou sempre saber mais e melhor que os meus pais. Mas ainda sou um puto fixe.

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IVO - O LUTADOR








MAIO DE 2009

A pedido de quem tem muitas saudades...
Já sou cinturão laranja, treino com o Mestre Alfredo Rosa no Vitória Futebol Clube, desde Outubro de 2008, estou a crescer e porto-me (quase) bem.

A escola está a correr muito melhor este ano e eu sou um aluno aplicado. Só tive bons a Estudo do Meio (o resto não é tão importante...).

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22 Maio 2009

OUTUBRO DAS NOSSAS VIDAS


COMPORTA, OUTUBRO 2008



Existe um poema que me fala de Outubro. O mês de Nossa Senhora, o melhor mês de férias que já tive, o fim do Verão, que teima em ficar mais um pouco. Os dias ainda quentes, as noites já frias, as madrugadas geladas junto à nossa praia. As saudades que sinto todos os dias, os dias que passam a correr, o crescimento acelerado que os assoberba, a vida a escorrer-nos por entre as mãos, o tique taque do relógio que não pára.
Depois olho para eles, sinto-os a dormir naquele espaço perfeito, à exacta medida deles, dentro dos meus braços e posso fechar os olhos e pensar que o final do Verão vai regressar.
Quem tem saudades do mar ?
22.05.2009

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CONCLUSÃO (ÕES)

Comporta, Outubro 2008

Reli-me.

Andei para trás, vários meses, após a minha longa paragem.

E assustei-me com o sofrimento que transbordava todos os dias de mim.

Reli-me, depois do recomeço.

Fiquei mais assustada.

Terei mudado assim tanto nestes meses de aprendizagem, onde nada partilhei aqui?
Ou terei fumado muita areia da praia e melhorei apenas o meu estado de espírito?
2.05.2009

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O NOSSO REENCONTRO

Verão 2008


Ali, do outro lado da margem. É onde nos encontramos. É ali que pomos a mão de um na mão do outro. É ali que nos fazemos (mais) nossos e de cada um. É ali, do outro lado do rio, onde os nossos corpos voltam a tocar-se, as bocas molhadas a encontrar-se, as minhas mãos a regozijarem-se no vale das tuas costas deitadas e as tuas por entre as minhas dunas. É ali. Já ali tão perto, do outro lado do fim da linha de água. É ali que te tenho e te faço meu e te dou o meu Amor no meu Amor. E Recebo o teu.
22.05.2008

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21 Maio 2009

CAMINHAR LADO A LADO


Continuamos a caminhar lado a lado.
Levámos anos a consegui-lo. A passada certa, o compasso ideal, o ritmo perfeito (que também se desapazigua). Mas agora, neste momento de sintonia dura, ídilico, até encontrarmos novos caminhos. Pois, nenhum dos dois espera que a vida seja para sempre perfeita. Temos é sempre (agora) a esperança, viva, de que saibamos, num futuro, que mais tarde ou mais cedo se há-de avizinhar, aprender a compassar os passos de novo.
A vida é, definitivamente, um círculo. Que por vezes se transforma num triângulo, outras num rectângulo, muitas vezes num linha recta ou, cheia de curvas, sem fim. Mas é, quase sempre um círculo. E por isso, sei que basta seguir em frente, não atalhar caminho a foice (o que é tantas vezes difícil não fazer) e ter os olhos no que vai chegar a seguir. Que até pode ser muito depois. Mas acabará sempre por chegar. E se estiver destinado a que assim seja, caminhar lado a lado, continuaremos assim.
É por isso que é um círculo. Acabamos por passar nos mesmos locais, com outra cara ou com outra visão. Por isso tudo nos parece sempre tão diferente do que realmente é. Mas fomos nós que mudámos. Não as coisas à nossa volta. E a forma como as encaramos daí para a frente isso sim, fá-las terem outra aparência.
Nem sempre é fácil. Mas também não é sempre difícil.
É por isso que gosto de caminhar ao teu lado.
Amo-te.
É bom estar em paz.
21.05.2009

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19 Maio 2009

FAMÍLIA

Verão 2008

Entre descobertas felizes, promissores acasos, cartas escondidas, amores redescobertos, os pôr-de-sol excepcionais, encotrámo-nos os quatro, nos abraços de uns e de outros, nos beijos quentes e seguros nas nossas mãos.

É sempre bom recordar, para repetir no Verão que já se aproxima.

19.05.2008

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O AMOR


Agora tenho saudades do teu corpo no meu; Hoje acordei com a tua respiração no meu pescoço, o teu queixo no meu ombro, a tua mão na minha anca, a tua perna entrelaçada na minha; Hoje acordei, suave, contigo em mim e eu em ti.
A areia da nossa praia está à nossa espera.
Sorri agora. Não estarei a olhar para ti, mas irás alegrar-me o coração.
Amo-te.
19.05.09

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18 Maio 2009

Pedra sobre Pedra


Os dias têm passado, uns após os outros.

Lentamente. Mas de forma a que te tenha tido sempre. Um pedaço de céu aqui. Um pedaço de calor ali. O tamanho exacto dos teus abraços. O cheiro da tua almofada depois do beijo de despedida. A tua perna enrolada na minha durante a noite. O côncavo da tua mão na minha, fechada, dentro da tua.

É assim que a vida, subitamente, ensinou-nos a ser felizes. Com o que temos. Um com o outro. Um dia após o outro. Pedra sobre pedra.

E redescobri o prazer de sorrir (quase) todos os dias.

Amo-te. Também a ti.

18.05.2009

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17 Maio 2009

Principezinhos

IVO

LUDGERO




VERÃO 2008



Súbitamente já não és tão criança.

Agora, pensas, que já és quase um homem.

Ainda não o és. Completamente.

A prová-lo estão as noites em que ainda te metes na minha cama durante a noite. Que ainda és um dos meus meninos.

Já te levantas de manhã e não precisas da minha companhia para beber o leitinho, que fizeste sozinho. Que já não és tão menino.




Estás a crescer. O tempo a passar. Tão rapidamente. Mas ainda me conheces o cheiro durante a noite e o espaço exacto do meu antebraço onde se encaixa a tua cabeça durante a noite.



Amo-te meu principezinho. Vezes dois.



Sempre.



I.



17.05.2009

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13 Maio 2009

Saudades


Hoje, ao cruzar-me com a Ritinha, lembrei-me do meu querido blogue.

Se fosse uma artista com a net fazia um link para um texto antigo e percebiam o porquê das saudades que a Ritinha me despertou.

Esta noite vou procurar o livrinho que a Ritinha me ofereceu, julgo que no 10º ano, para escrever os meus devaneios.

Também fui feliz por tua causa, Ritinha.

Obrigada.



P.S. - Se procurares bastante para trás, vais recordar a nossa adolescência.

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19 Julho 2008


Deixa-me sentir o teu corpo a pulsar no meu. Deixa-me sentir a tua boca a molhar-me. Deixa-me pertencer à tua língua, enquanto ela me descobre. Toda. Tua. E, aí, nesse instante de perfeita e incontida loucura, somos uno, num momento de sexo, de perfeito deleite dos nossos corpos, orgasmo de dureza sexual. Deixei de saber escrever. As palavras deixraram de me fluir pela língua, o pensamento deixou de me fazer sentido a partir do segundo em que sorri ao ver a tua figura. Deixei de saber conjugar as letras em frases seguras de sofrimento atroz, a partir do dia em que me fizeste sorrir. Em que me olhaste com olhos de gente e me viste, pela primeira vez, em tantos e longos anos das nossas vidas. Depois de nos cruzarmos vezes sem conta em dias e noites desgarradas umas das outras – as noites – porque os dias foram sempre vazios de nós. E agora que os meus dias estão cheios de sorrisos e de abraços cheios dos nossos corpos já não sei escrever. Pois não se me conjugam frases com coerência – leia-se sofrimento – de nós e de sentido para que se me afigure de beleza incomum pois estou feliz.
A ausência de letra, palavras, frases e rascunhos a rodearam-me significa apenas que me fazes sorrir e que as noites estão cheias de nós. Os dias dos nossos sonhos. E hoje? Hoje a dúvida assaltou-me e não te senti perto de mim. Hoje reescrevi um solitário momento. Hoje. E daqui a pouco?

26.04.2008

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05 Julho 2008

O regresso


O regresso.



Os caminhos que me levaram para longe de ti, fazem-me voltar, novamente, aos teus pés.

Solidão?

Saudades?


O tempo que não me deixa ter tempo.

E muito mais.

Mas sempre tua.

5.07.2008

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Remar...

Passeio...


S. João...


Nós...

Filhos...

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Ouvi a tua voz. Assaltaste-me durante a noite. Lentamente tomaste conta do meu corpo. Do meu espírito. E num repente, tomaste como teus os sentimentos enterrados no fundo da minha lembrança. Esta noite voltei a ser tua. E hoje voltaste a ser meu.
Fiquei com a sensação que um dia, lá muito ao longe, ainda existe a oportunidade de estarmos juntos. De novo, naquela praia de areia grossa e areia branca. Lado a lado. De mãos dadas.
Ainda te amo.

14.06.2008

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14 Abril 2008


Eu sou uma mistura. E digo-o cheia de vaidade, pois em mim correm os resquícios de várias terras, de várias culturas e tudo isso faz de mim uma pessoa melhor, mais forte, crente na vida e num mundo melhor.
Descendo de portugueses, africanos e indianos.
Na minha longa linha de ascendência existem ladrões, juízes, feiticeiras, viajantes e descobridores de tesouros; foram mães, pais, irmãos, amantes, esposas e maridos, infiéis e leais. E, acima de tudo filhos que levaram a história dos seus pais, carregando a sua genealogia, transmitindo-a de pais para filhos, dando-lhes as bases para uma vida cheia de aventuras, aprendizagens e feitos que nos deram, de geração em geração as bases para sabermos que a vida nos dá sempre mais oportunidades do que aquelas que realmente merecemos
.
Excerto de mim mesma
(1973 - um dia no fim da minha vida)

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03 Março 2008


A vida não tem fim.

Mesmo depois de ter terminado, ela continuará. Na vida de outros, como continuações nossas, os filamentos que um dia estiveram interligados e que alguém levará a cabo até os ligar a terceiros e por aí fora.

Hoje descobri que o que fazemos hoje tem consequências amanhã. Hoje descobri que algumas pessoas não esquecem o passado. Pelas piores razões. Outras guardam-no rancorosamente. Mesmo que não o aparentem. São bonitas por fora, mas lá por dentro não passam de carne bichenta e podre.

Tu não eras assim.

Sei que depois de usares deitarás fora, como sempre fizeste toda a vida.

Mas no fim, entre ti, que és mau, e, os que se dizem bons, não existe qualquer diferença, sabes?

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(foto roubada no olhares. com)

A vida mostra-me quase sempre que afinal não estamos do mesmo lado.
São apenas cordas, grossas, que nos separam, que nos deixam ver, mas que nos separam.
Hoje, também hoje, ficámos em lados distintos e soubemos, finalmente, que não estaremos nunca mais do mesmo lado.
Hoje preferi odiar-te de uma vez por todas e arrancar-te da minha pele, do meu cheiro e depois de te fechar numa caixa de ferro, deitar-te ao mar para não sofrer, nunca mais, a tentação de que um dia valeria a pena dar-te mais uma oportunidade.
Hoje, mais uma vez, mostraste-me que afinal não vales nada.

Hoje. Como ontem, e, amanhã fá-ló-ias novamente se te desse essa oportunidade.
Mas já não o farei.

adeus. (Nem mereces as maiúsculas).

banido.

3.03.2008

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25 Fevereiro 2008


Todos nós estamos muito mais felizes.

Sentes?

O mundo está um sitio melhor.

As estrelas brilham mais.

O sol está mais quente.

O céu muito mais azul

Todos estamos muito mais felizes.



Simplesmente porque a Rita nasceu.



Bem vinda ao mundo.



22.02.2008

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