
Peço-te. Peço-te muito. E peço-te com força e com medo e com terror e com esperança. Peço-te que te vás da minha vida de uma vez por todas. Não olhes para trás. Não derrames o teu olhar de piedade sobre mim, e, que consigas ser feliz e que encontres de uma vez por todas o amor que eu não te sei dar e a mulher que te faça feliz com o amor que tu queres. E que eu possa ser também feliz, que alguém me seja fiel, que alguém me seja eternamente amante por um amor que não pára de crescer e que não para de querer agradar.
Descobri hoje que gostas de ser infeliz. Gosta de ser infeliz, profundamente infeliz. Mas sempre me ensinaste que era eu que assim te fazia. Mas não. Tu é que o és e não permites que os outros à tua volta sejam de forma diferente da tua. Não quero mais que sejas infeliz.
Procura outro amor, desses que gostas de ter, que anseias por ter, desses amor – gaivota que voam para longe mas regressam sempre à procura de restos, mesmo que putrefactos, quando nada mais resta. Desses amores que não se afastam com receio. Sabes que eu não sou assim, sabes que preciso de me afastar, mas sabendo de antemão que quando o regresso se der não me há-de esperar uma cara fechada e amuada por outros motivos também me fazerem sorrir.
31.05.2007