31 outubro 2006


Encerrei um capítulo da minha vida. Ou tenho vindo a encerrá-lo lentamente para não doer tanto. Mas tenho vindo a fechar esse capítulo. E agarrando nas palavras de um amigo, estou quase, quase, com o livro na prateleira…A vida é feita de livros. Nalgumas fases não passo de uma leitora mais ou menos atenta, mas quase não participo nas estórias da minha vida. Agora não quero ser um simples leitor, quero ser a personagem principal e viver avidamente cada página, não apenas lê-las, como se estivessem a retratar a vida de outra pessoa. Vivendo comigo na 3ª pessoa. Agora quero ouvir os verbos conjugados em Eu, e deixar o Ela para trás. Eu estou aqui.

29.10.2006

4 comentários:

Paulo Sempre disse...

Há palavras que nos deixam algo dificil de digerir. Parecem vir dos confins da infãncia, essa infância...biblioteca de sonhos incendiados por os aridos instantes da vida. Há, de facto, que mudar quando dos gritos só já existe um eco desvanecido....pela dor..
Até sempre.
Paulo

JS disse...

Olá!
Gostei de ver essa força íntima a fluir.
Uma Mulher nunca se pode substimar!
Lembre-se que quando nós queremos, temos dentro de nós o poder de transformar o mundo!
Não se deixe intimidar pelo desprezo de um homem. Lembre-se sempre: dos dois foi ele quem perdeu mais porque você poderá amar outro como o amava a ele, mas a ele ninguém o amará como você o amava.
Força!
Bj

algevo disse...

Paulo, a mudança é sempre uma constante.
Obrigado.

I.

algevo disse...

JS: Nós, mulheres, temos um poder..., mas infelizmente não penso que seja o de mudar o mundo, pelo menos de uma forma dramática. Porque se assim fosse já teríamos mudado para um sítio melhor para os nossos filhos.
Mas temos um poder que é maravilhoso. Um não, vários, a meu ver.

Quanto ao desprezo.. o que me intimida não é o de um homem. Ou de qualquer homem. O que me intimida é a mudança radical a que nos sujeitamos e que por vezes não estamos preparados, pelo menos na mesma medida. E isso sim, atemoriza-me profundamente.

Mas para tudo, TUDO, existe um remédio. Mesmo que não o consigamos ver, ou estejamos demasiado magoados para o reconhecer como um bálsamo.

E o resto é seguir em frente. Sempre em frente.

Obrigada linda.

I.